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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Do barulho do vento ao estranho silêncio.

Confesso que acreditei em meigas palavras
E que deixei muita coisa ainda por acreditar
Sei que parei varias vezes no meio da estrada
Mas era preciso, eu não podia mais caminhar
Abandonei sonhos e pessoas amadas
As perdi de mim quando me precisava encontrar.

De repente fiz da chuva meu choro
Do barulho do vento minha canção
Fiz da fantasia meu tesouro
E do real minha ilusão
Fiz as cinzas virarem ouro
E a mais firme das pedras coração.

Ainda ouço alguns sussurros à noite
Me vêm na cabeça aquela velha idéia
De que o mundo é um teatro livre
E a minoria é sempre a platéia
Só não peça que eu explique
E nunca se esqueça da Galiléia.

Não se esqueça do exemplo que vem de longe
De quem nunca nos esqueceu
Nem fale de amor pra qualquer estranho
Depois você vai ver que ele nunca te mereceu
Ai você fica tempos chorando
Assim como ficou eu.

Indiscreto fajuto irreverente também
Esperando um pouco de embriaguez
Morrendo de medo de amar alguém
Vivendo nessa ilusão que se fez
Esperando o tempo se é que vem
No certo só é uma certeza, o talvez.

Se amar é coisa boa eu prefiro odiar
Agente ama e fica atoa
Corre riscos, e não sai do lugar
Pensa que viver é coisa boa
Atravessa rios sem saber nadar.


José Borges.

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