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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Algum momento...

Que meu grito de socorro seja ouvido
Nem que seja apenas por mim mesmo
E que eu mesmo aprenda a me libertar
Por que sou tão livre quão preso
A tudo que não posso deixar.

Que meu amigo não me esqueça
Nem que eu me mude ou desapareça
E que ele se lembre dos momentos
Por que em algum momento
Isso tudo pode acabar.

Que meu caderno não seja esquecido
Nem que minha voz seja apenas riso
E que minhas histórias sejam repetidas
Por que o que conto é preciso
E sempre chegadas também são despedidas.

Que minha ausência seja notada
Nem que seja apenas palavra falada
E que minha lembrança não se cale
Por que meu silêncio ecoa
E sempre escuto antes que alguém me fale.

Que minha mãe não chore
Nem que sua lágrima implore
E que meu pai me entenda
Por que o que serei será futuro
Coisas que o passado talvez não compreenda.

Que minha poesia seja bem vista
Nem que seja uma poesia já inventada
E que a solidão não me abandone
Por que sou apenas o silêncio
E de verdade, de verdades não se engane.


José Borges.

Um comentário:

  1. Grandee Ze Neto, Me emocionei com essa poesia.
    Parabéns Boião(kkkk).

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