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terça-feira, 11 de agosto de 2009

FORA DE CIRCULAÇÃO...

Nem que eu quisesse não conseguiria me libertar
Pois teu silêncio me enlouquece não me deixa falar
Seu medo me enfraquece quase não posso caminhar
Sua sombra me persegue não me deixa pensar
Sua religião me convence em nada acreditar.

Ontem mesmo quis tiver, mas desisti,
Vi que não tinha porque eu tanto me feri
Estranho falar de amor quando estou longe de ti
Estranho imaginar uma flor, sem o toque de um colibri.

Queria novamente de encontrar nas ruas
Andar ao teu lado por entre as montanhas,
Ou ficar trocando carinhos deitados sobre as gramas
Olhando as nuvens mudarem de formas.

Ainda lembro de um mundo que eu imaginava
Lá tinha um cantinho onde só agente ficava
Lá de tudo tinha nada faltava,
Tinha um jardim onde agente brincava,
Também tinha um lugar onde agente cochilava
Lá agente apenas sonhava.

Mesmo se eu pudesse falar ninguém me escutaria.
Alguma coisa em minha vida me faltaria
Se eu pudesse ter tudo eu me negaria
Se eu conseguisse enxergar tudo eu me cegaria.

Agora, quem irá nos entender?
Quem irá nos convencer?
Quem vai nos repreender?
Quem terá coragem de reviver?

Juro que jurei nunca mais te amar
Foi inútil, encontrei outra forma de lhe falar,
Fiz inúmeras pesquisas com preguiça de olhar
Tudo estava em minha volta, mas não pude notar,
Logo veio a noite, logo uma terrível falta de ar,
De longe vi um deus com um brilho de ofuscar
De perto vi minha face lágrimas de fogo chorar.

Amanhã vou ver o sol nascer
E ver um lado da terra escurecer,
Vejam só como tudo pode ser
Um jovem querendo rejuvenescer
Um filho querendo se perder
Os filhos lutando pra morrer
Crianças mendigando pra comer
Mendigos frisados em você
Que passa e finge não os ver.

Não tem como fugir dessa prisão
Já tentei, me restou uma má reputação,
Por mais que eu tente me falta articulação
Por mais que eu queira não existe padrão
É tudo fora do ritmo, fora de circulação,
Fora da lógica, longe da percepção,
Perto do vazio, longe da imensidão,
Ao lado da embriaguez, distante da razão,
Aqui do meu lado, me dê sua mão,
Vou te proteger além da imaginação
Vou te dar tudo, só não queiras minha ilusão,
Não tire de mim meu mundo de fascinação
Não me roube o meu direito de uma medição
Quero ver até quando eles me descontrolarão
Sem sentir medo, venha na minha direção,
Sinta junto comigo, o poder de uma paixão.

Quero sempre viver e se possível morrer a margem
A margem de tudo, de tudo que não se tem,
A margem do amor, ou do que vem do além,
A margem de mim, não a margem de ninguém.

Sobre as Ondas.

Sempre é inútil
Quase sempre da em nada
O pensamento mais sutil
Vendo à vista da sacada•
A decisão mais infantil
Quase sempre nos agrada.

Falar sério
Fazer compras
Quase sempre e necessário
Quase sempre viram sombras
Um afogado no aquário
Uma palavra sobre as ondas.

Duvidar da certeza
Ter certeza da dúvida
Ver as coisas com clareza
Sem o esclarecer da vida
Como um príncipe da nobreza
Mendigando por comida.

Na hora de dormir
Na hora de acordar
Tudo começa a sumir
Tudo fora do lugar
Ninguém consegue assumir
Depois de conseguir errar.


Juan Patrick.

Simples Sorriso.

Sempre haverá pessoas
pra te guiar por qualquer caminho
um ser cheio de alegria
coberta de amor e carinho.

O deserto talvez chegue
talvez venha à tempestade
mais com isso tudo se aprende
não importa sua idade.

Sempre com sabedoria
sempre seguindo o mesmo caminho
nunca você se sentira sozinha
de ti sempre estarei pertinho.

Há tempos surgiu uma amizade
desde então não te esqueço mais
você sempre e a mesma
na alegria e na tristeza tanto faz.

Com atitude e mente aberta
sabedoria e educação
você conquista tudo e todos
com uma simples ação.

Um prazer a tela como amiga
uma honra te ter ao meu lado
não importa o que aconteça
a ti sempre estarei ligado.

Se a canção não estiver mais tocando
nem tudo esta perdido
você conquista qualquer coisa
com um simples sorriso.


Parabéns Aline...!!!


Juan Patrick.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Grande colega ( Aline )

Simples e adorável
Amiga e companheira
Firme e guerreira
Fiel e confiável.

Um jeito meigo
Um olhar macio.

É minha amiga há tempos
Desde a infância caridosa,
Sempre alegre e com sorrisos
Sempre gentil e atenciosa.

Amiga. Sempre amiga
Mais um ano de vida
Mais um ano de sabedoria
Você com teu sorriso
Sempre nos contagia.

Que as estrelas lhe sirvam de caminho
Mostrem-lhe a caminho da imaginação
Apesar de nas flores haver sempre espinho
Sempre existe pra tudo uma solução.

Amiga, quero que siga em frente,
E se precisar, eu lhe darei a mão,
Pode o céu cair de repente
Mas pra tudo há sempre uma explicação.

Grande colega, grande companheira,
Grande amiga; Aline Pereira...


Para minha grande amiga Aline, Uma simples homenagem de coração pra ela, que é uma pessoa que admiro muito...!!!

Ser sozinho.

Porque será que não é a mesma coisa
não é a mesma conduta
varias variações
através da mesma luta.

Não! Isso não e compreensível
nada e evidente
como tudo que acreditamos
vira pó de repente.

Nos versos de uma canção
no canto de um passarinho
tudo fica sem razão
todos perdem o caminho
como todos de uma só nação
lutam contra um ser sozinho.

Não me vire as costas
não minta pra você mesmo
nossa luta esta apenas no começo
e já chegamos ao extremo.


Juan Patrick.

domingo, 9 de agosto de 2009

DIA DOS PAIS...

Hoje é um dia pra se falar
De quem nos ensinou a viver
De quem nos ensinou a caminhar
De quem nos ajudou a crescer.

Pai, forte e exigente.
Pai, honrado e prudente.
Pai, corajoso e valente.
Pai, gente como agente.

Que teus cabelos brancos
Sirva de história pra se contar
Que seus olhares macios
Sejam de sutileza ao me despertar.

Pai tu és a maior sabedoria.
Pai tu és o nascer do dia.

Agradeço por me servir de espelho
E por me refletir em amor
Agradeço pelos conselhos
Agradeço a tudo meu senhor.

Sei que a vida é difícil
Mas é assim meu velho
Nada é fácil.

Hoje lembro da minha infância
Correndo com um carro de lata
Feito pelas mãos de quem me entendia
Quando eu por surto de raiva o quebrava,
E aquele homem sempre me dizia;
Meu filho o que é da gente, a gente zela.
E eu inocente não sabia
Que palavra era aquela
Ficava a observar ele com sua mão macia
Usava tinta azul, preta, branca e amarela,
Mas sempre no fim do dia
Tinha um carro pronto pra correr entre as vielas.

Não entendo quem odeia o seu pai
Não entendo como um pai odeia um filho
Um dia os papeis serão invertidos
E quem hoje é filho, amanhã será pai.

Sei que se fosse falar tudo
Sobre aquele senhor
Faltariam teclas e punho
Faltariam livros e até escritor
Meu pai é mais do que um verso
Ele é meu protetor.

Pai, hoje é teu dia,
Alias, sempre será,
Enquanto no peito houver vida
Sempre e sempre irei te elogiar
O senhor é mais do que alegria
É meu riso ao se mostrar
É minha voz a se propagar
É meu choro ao se calar.

Pai, sinônimo de Deus,
Meu pai, José Ageu...

sábado, 8 de agosto de 2009

ASSIM ESPERO...

Tu não entendes
Eu não te engano
Eu sinto e tu não sentes
Qual seu sentimento?
Será que é como antes?
Ou foi um desejo efêmero?
Desses que passam de repente
Mais mesmo assim espero
Que teus olhos ardentes
Seja apenas um olhar sincero
E esses teus olhos fulgentes
Cristalize com muito esmero
A lágrima que por meu corpo escorreste
Pois faço isso porque te quero.

Solidão liquida que me inunda
Deixa-me ilhado longe de ti
Ilusão, minha ilusão vagabunda,
Já não basta eu dizer que sofri?

O céu não seria rima
Mas as estrelas são inspirações
A noite é quem mais me fascina
É nela que lamento minhas lamentações
Naufrago meus versos numa piscina
Ao lado de algumas imaginações
E mesmo assim não largo essa sina
De querer rir das decepções
Mas isso é o que me deixa por cima
Por cima de muitas questões
Mais fico por baixo numa disciplina
A disciplina dos corações
E nisso vou com essa repentina
Repentinas historias sobre paixões.

Amiga e amada morena
Não sei quando isso vai passar,
Mas quero ficar ouvindo tua voz serena
Quero viver e pra sempre te amar.

SÓ BASTA SENTIR.

Sinto vergonha de dizer
Sinto medo de te encontrar
Sinto raiva por te amar
Sinto medo de te perder.

Saudade. Verdade.
Quem é quem?
Ninguém é ninguém
Se não é há nada
Nada se tem.

Sinto isso me corroer
Sinto isso me enlouquecer
Sinto isso me desvanecer
Sinto que tudo vai desaparecer.

Coragem. Linguagem.
Quem explica quem?
Vento que vem
Traga-me paz do além.

Sinto que entender
Não é a melhor solução
Sinto que sofrer
Não é a única opção
Sinto que viver
Ultrapassa qualquer conclusão
Sinto que você
Já não tem mais razão
Sinto que te ver
Não me trás satisfação
Sinto que me ver
É a melhor reflexão
Sinto que o amanhecer
Faz parte de imensidão
Sinto que sofrer
Faz parte da paixão.

E sinto que o amor
Não tem explicação.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

DESTINO SILENCIOSO

O meu erro foi grande
Tão grande como o infinito
Tão frio como a noite
Tão inútil como andar em círculos
Ou como ser um fim
Porém sem haver principio.

Errar em sonhar
Ou em amar
Errar em te querer
Sofrer por te perder
Errar por te esperar
E não poder voltar
Errar por acreditar
Errar por te amar
Errar por te odiar
Errar por medo de errar.

Alivio que me alivia
Silêncio que me silencia
Frio que me arrepia
Só você me entendia.

Fala serio ou minta
Fale logo ou depois
Só não meça palavras
Não engane a nós dois.

Passe por mim e finja não me ver
Juro que vou fazer o mesmo com você
Mas sei que agente não consegue se esquecer
Sem agente, agente não consegue viver,
Não a nada que não tenha querer
Sem o olhar, nada se pode ver.

Pra que escrever em linhas retas?
Pra que descrever palavras mortas?
Pra que falar em cordas?
Pra que cordas quando não se quer acordar?
Pra que lutas que não se pode ganhar?
Pra que beijo se agente não pode se amar?
Pra que sonhar, quando não se pode realizar?

Como um anjo perdido
Como um astro velho e esquecido
Vou feito um andarilho no destino
Ou como um jovem aprendiz do tempo
Em busca de um sentimento
Sem querer ser apenas um passatempo
Querendo ser mais que um menino
Alvejando um amor prometido
Imaginando ser muito mais que um amigo
Pensando em como ser ouvido
E poder revelar o que está escondido
Sem entregar-se ao inimigo.

Sei que não posso
Às vezes, nem sei se quero:
Mudar de rumo meus passos
Ouvir de você
Realmente algo sincero.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

VELHA ÂNSIA

Se eu pudesse ou quisesse falar
Tudo que penso sobre o mar
Afogaria-me nas palavras
Pois não sei nadar
Perderia-me por histórias
Que não vão acabar
Inventaria vitórias
Só para não acordar.

Quem sabe eu já tenho tido.
Mas não lembro.
A folha? Velha ânsia queimaste!
Um rabisco meio torto.
Loucura porque me mataste?

Loucura. Minha loucura.
Você também é louco de pensar nisso?
Faço isso por aventura
Faça disso um aviso.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O AMOR VERDADEIRO.

Amor,
Tu finges que não me ver,
Mas não podes negar que me ama
Tu não fazes compreender
Porque amar nunca cansa.

Amor,
Tu me fazes viver,
Fazes-me enxergar minh'alma,
Amor, não me deixe a mercê,
Ficas comigo e se precisar me salva.

Amor,
Não sei como
Mas hoje sinto no peito
Uma espécie de incomodo
Que morre, mas não é desfeito.

Amor,
Porque falo em amor?
Talvez porque nunca fui amado...

Amor.
Quem ama apenas sente seu fervor,
Já outros se lamentam
Porque foram enganados,
Carregam dentro de si a dor
De amar, mas não ser amado.

Amor,
Você ainda me encontrara
E verá que aprendi a amar
Mesmo com tanta coisa pra se arriscar
Já passou da hora, tenho que acordar.

Amor.
Último amor,
O que podes me oferecer
Se não o direito de amar,
O que será de meus sonhos
Quando esse sonho acabar?

Amor,
Eu serei somente eu
E mesmo que rogue pra voltar
Nunca te irei perdoar,
Pois meu amor verdadeiro
Desse amor falso se esqueceu
E a esse mundo banal
Ele ainda não se rendeu.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

FOI ESCRITO

Que tolice.
Pensava que era serio.
Babaquice,
Sobrou-me somente o tédio.

Sonhos.
Ah noites que passaram.
Verdades,
Poucas me aconteceram.

Inverno.
Sinto o frio me tocar.
Calor,
Sinto o medo ficar.

Medo.
A quem dirige este sorriso?
Liberdade,
Alguém se preocupa com isso?

Amor.
Um oceano infinito.
Ilusão,
Foi somente o que foste escrito.

Duvidoso.
Artimanha de vencedor.
Convencido,
Será só mais um perdedor.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

SE DEVE AMAR

Deve-se ir com cuidado
Com receio com calma
Ou algo pode dá errado
E pesar a dor na nossa alma.

Deve-se andar devagar
Sem pressa pra não errar
Existem muitos caminhos
Cuidado para não se desviar.

Deve-se acordar cedo
E ir ver ele ainda está lá,
Faça disso seu segredo
E só você pode contar.

Deve-se entender
Que quando se fala de amor
Não se pode explicar
Só se deve realmente amar.

Deve-se silenciar e gritar
Sorrir e chorar
Se você quer viver um amor
Por isso tudo se deve passar.

domingo, 2 de agosto de 2009

SÓ DE OLHAR...

Não quero acordar cedo
E sentir uma negação
Medo de ter falado
Sem ouvir com atenção
Raiva por ter vivido
Em plena imaginação.

Árduo desejo que me afaga
Porque me ilude se não me ama.
Tu penetras em meu peito feito uma faca
Corta em pedaços meu amor, mas a mata.

Misterioso movimento estelar
Que encanta só de olhar
Que fascina de tão longe
Que alegra aqueles
Que não podem sonhar.

Sete mares, sete palmos,
Quanta contradição
Receitas ou salmos
O que nos dará a salvação?

Chega. É melhor dormir
Prefiro não mais acordar,
Porque já que existo
Devo ao menos amar.

Longe de mim o sentido
Longe de mim a resposta.

Prefiro a viagem por entre as matas
Prefiro o cheiro das flores entocadas
Prefiro ver tua alma em gotas
Diluindo-se em sombras.

Lá no alto da catedral
Repousa o silêncio de quem já gritou.
Do alto da terra artificial
Vejo que pouca coisa realmente mudou.

MONTANHAS DE VENTO

Como é bom sentir o vento passar
Levando e trazendo uma vontade louca de voar
Destruindo e construindo
Sonhos que sobrevoam pelo ar.

Sinto o vento que vem forte
Estica os galhos que se retorcem
Afasta os males da morte
Afasta os que me perseguem.

Vento de alivio
Vento de solidão
Vento que passa
Porque me deixas
Com essa paixão?

Quero que o vento
Mude o tempo
Acabe com meu tormento
Destrua meu sentimento.

Amor... Não sei.
Ilusão... Talvez.

MEDO E SILÊNCIO.

Meu silêncio.
Como é grande esse silêncio.
O silêncio que me cerca
A resposta do que espero.

As folhas fazem barulho
O mas o silêncio não se importa,
O medo se torna em orgulho.
No horizonte, abre-se uma porta.

Entro pelas encruzilhadas
Que surgem no meu caminho.
Os delírios são piadas
São jovens moças sem carinho.

A vida não vale nada.
O silêncio é que vale tudo.
O vento vem e passa,
Fica o instante especulando o futuro.

Será que é real?
Será que é natural?
Medo e silêncio
Será que isso faz mal?

Talvez a saudade do futuro
Seja a melhor descoberta.
Talvez o amor seja um pouco duro
É melhor negar com a mão aberta.

E dar esperança em vã
Desejando um olhar,
Um pedaço da maçã
Envenenado pelo luar.

O silêncio que hoje existe
Para sempre existirá.
O medo que me insiste
Não vai me fazer mudar.

Quando maior o amor
Maior o sofrimento.
Quando mais feroz a dor
Maior o descontentamento.

Quem ama não sofre porque ama
Sofre por não ser amado.
Quem mente não se engana
Porém morre enganado.

Salvação.

Tento te entender
Tento te explicar
Como é duro viver
Como é bom amar
Mais a cada anoitecer
Sinto o tempo acabar
Mais só o tempo pra esclarecer
O que palavras não podem explicar

Será que se perdeu
O que nos fazia sorrir
Será que já nasceu
Quem deveria partir
Só você pra me entender
Só você pra me ferir

Será necessário
Saber que horas são?
Porque depender de calendário
Porque buscar explicação
Viver com dúvidas e necessário
Pra não perder a noção
Noção desse mundo Hilário
Noção do que é perdão.
Talvez o único mistério
Seja nossa salvação.



Juan Patrick

sábado, 1 de agosto de 2009

ALGO A DIZER.

Por um momento
Por um olhar
Por pouco tempo
Por porque fui sonhar
Por que o tempo
Por nada me faz chorar
Por isso o medo,
Por medo de amar.

Engano que ensina
Engano que engana
Engana que fascina
Engano que implica
Engano que complica
Engano que libera
Engano que coopera
Engano que desatina.

Ódio que vem
Ódio que vai
Ódio de quem
Ódio me faz
Ódio que nem
Ódio nenhum traz
Ódio que tem
Ódio e tudo mais.

Um mundo
Um labirinto
Um século
Um instinto
Um segundo
Um invento
Um tornado
Um passatempo.

Uma vida
Uma história
Uma mordida
Uma picada
Uma garganta
Uma mentira
Uma estrela
Uma alegria.

Amor que mata,
Amor que não morre,
Amor que não passa,
Amor que vive,
Amor que ultrapassa
Amor que não existe
Amor que não se atrasa,
Amor que não é triste.

Enigma

Tudo é igual nas diferenças
tudo é diferente em teus olhos
pistas não esclarecem crimes
crimes não acontecem em sonhos.

À tranquilidade é uma questão
de ignorar os problemas
assim se torna sem razão
assim terminam os poemas.

Nos labirintos dos sonhos
não encontramos saída
mais assim que acordamos
voltamos ao ponto de partida.

Na ultima sentença
no juízo final
nada mais faz sentido
tudo fica perfeitamente normal.

Nossos erros nos perseguem
nossa culpa nos acompanha
tudo isso e um enigma
que não se resolve não se engana.


Juan Patrick.

Seus amores.

Em um momento de tristeza
Num momento de alegria
Ele vem naturalmente
Não importa o que o trazia.

Através dele vemos o mundo tremulo
Derramamos tudo que nos machuca,
Quem nunca o derramou
Não vai aprender com a dor nunca.

De tempos em tempos ele volta
Com motivo ou sem motivo,
Ele é sempre uma opção,
Vem à tona como um rio
Que transborda emoção.

É o ápice das emoções
É a solução das dores
Mas não o menospreze
Foi ele um de seus amores.

Quando surge nos olhos
Deslizas sobre a face,
O choro é um ensino doloroso
Que você aprende quando nasce.


Juan Patrick.

Palavras sem significado.

O mau que me rodeia
Traz-me também segurança,
Nessas noites sem termino
Termino sempre com a mesma lembrança.

Nesses dias que trago nas costas
Carrego de cada um, uma história,
E pra tudo que ainda vem
Seremos apenas mais uma memória.

O frio que me congela a espinha
Livra-me desse fervor.
O medo vem como fogo
Queima-nos, mas não traz calor.

O grito que prendo dentro de mim
Não se solta pela garganta,
Os olhos também gritam
Quando brilham de esperança.

Tudo faz parte do passado
Passado escrito em folhas
Palavras sem significado
Significam muitas coisas.


Juan Patrick.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Refém.

Não fique longe de mim
Não desvie o olhar
Eu tenho medo de um dia
Aquele velho medo voltar.

Não me interprete mal
Isso é apenas superstição
Pesadelos de um homem
Que teme perder a razão.

Você pode ficar calada
Você pode não estar bem
Mas mesmo assim me queira por perto
Pois de seus braços virei refém.

Não vá pro lado errado
Não me deixe nesse caminho
Ficando assim tão calada
Penso estar seguindo sozinho.

Preciso de um beijo
Preciso de companhia
Tem dias que preciso de você
Pra que a vida não fique tão fazia

Não tente compreender nada
Nada é compreensível.
Feche os olhos e mergulhe
Tente fazer o impossivel.


Juan Patrick

quinta-feira, 30 de julho de 2009

SOBRE A MESA

O tempo me faz mudar
A vida me faz viver
Mas sei que não vou esquecer
De como é te amar.

Te esperar noite e dia
Acordar pensando em te ver
Dormir e sonhar com você
Será minha eterna alegria.

Mesmo que hoje você não seja a mesma
A mesma que antes me entendia
E que dizia o que sentia
Mas agora as cartas estão sobre a mesa.

Eu não vou mudar
Vivo sem tempo
Carregando um sentimento
Que insiste não se acabar.

Quem mudou, quem vai mudar?

quarta-feira, 29 de julho de 2009

DIÁLOGO DE SONHOS

Um dia sentado na beira da estrada
Com os pés cheios de bolhas de tanto caminhar
Vi passar, um velho com um saco na mão, no ombro uma enxada,
O velho perguntou-me: o que fazes aqui nesse lugar?
Eu disse: meu velho, meu pés não me deixam mais andar,
Decide parar perto dessa árvore até o asfalto esfriar
Pois venho de muito longe e não sei onde vou chegar.

O velho sentou a meu lado
Colocou a saco e a enxada no chão,
E disse: jovem eu também já andei nesse asfalto,
Caminhei muitas tardes sobre esse chão quente do sertão,
Mas hoje descobri outra forma de viver sem precisar ser desprezado
Hoje vivo somente assim, não preciso traçar direção,
Meu mundo é meu caminho
Meus sonhos, minha razão.

Então eu logo fiquei pensando o quanto aquele velho era louco
Dizer que os sonhos são as razões, foi então que perguntei:
Meu senhor de onde tu eis o que faz com essa enxada e esse saco?
Ele disse meu filho venho de muito distante e muita coisa eu sei
Por exemplo, sei o porquê que você anda sofrendo tanto,
Eu sei por que o mundo anda cada dia pior do que o que pensei
É o mau do desengano, que engana, e acaba com todos nós.

Eu pedi que ele realmente me explicasse quem ele era
Ou se ele sabia de tudo, me falasse quem eu sou,
Mas o velho não dizia nada, era firme como uma pedra,
Então o tempo passava e nos dois mudando o que não mudou
O senhor levantou e disse que estava na hora de ir embora
Pois o que ele tinha pra fazer, ele já tinha feito, e complementou,
Disse-me o que eu não devia parar só porque por qualquer coisa
Que meus pés iam se fortificar e eu iria ajudar a outro que parou.

Eu agoniado queria uma coisa dele saber
Perguntei o que ele levava num saco e pra que aquela ferramenta
Ele disse que eu não devia saber antes do tempo me fazer entender,
Eu pedi; por favor, mata essa minha curiosidade ou ela aumenta,
Ele percebeu minha ânsia e disse vou lhe dizer,
A enxada serve para eu limpar meu caminho e desenterrar vidas
Vidas que por medo não quis saber, mas hoje posso viver,
E no saco eu guardo os sonhos, sem eles a vida fica difícil de se agüentar,
Sem os sonhos nós não teríamos nenhuma razão pra se viver.

terça-feira, 28 de julho de 2009

UM AMOR

Um amor quando acaba
Deixa agente sem saber viver
É como um mundo que desaba
Traz uma vontade de morrer.

Um amor quando não atendido
Arde forte como uma brasa
Deixa nosso peito partido
Pode até acabar, mas nunca passa.

Um amor de um adolescente
É um amor de momentos
O jovem fala sobre o que sente
Mais ainda não sente os sentimentos.

Um amor de verdade nunca trai
Dá liberdade e confiança
Ameaça mas não se vai
E se for, fica sua outra metade; a esperança.

Um amor faz jorrar lágrimas
Algumas de alegria, outras de dor,
Mas o livro da vida tem muitas páginas
Numa delas agente encontra o verdadeiro amor.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

SONETO VIAJEM

Meu silêncio porque me deixas
Meu Ar porque me faltas
Não me deixem aqui neste lugar
Não quero morrer antes de amar.

Oh, céu de nuvens que tanto me observa,
Prometes-me que pra sempre me guiará,
Oh, estrelas que brilham em noites de luar,
Quando eu partir junto a vocês quero ir morar.

O silêncio que se propaga pelo meu peito
Vai deslizando em busca do rio que me molha
E se vai em busca de um amor perfeito...

O ar limpo da natureza que é feito
O mau do passado que me assola
No meu caminho um túnel muito estreito...

domingo, 26 de julho de 2009

A VITRINE DO CRIME

Você viu um vestido colorido na vitrine
Quis telo em teu corpo, que é tão delicado,
Comprou uma máscara para se disfarçar do crime
E para esse crime não há perdão, isso foi teu pior pecado.

Mataste o céu de vida que lhe encobria
Só por não querer saber como mudar a si mesma,
Vendeste teus sonhos para comprar o que não merecia
Deixou de querer seu corpo para virar um fantasma,
E disfarçada contava histórias que ninguém entendia
E você feita uma tola logo ficava completamente pasma,
Quando via que a vida era muito mais que uma mercadoria
E que não era muito bom o futuro que lhe esperava.

Você voltou daquele lugar, bem vestida e colorida,
Brilhava que não podia se ver no espelho,
Só que sua vida estava muito ferida
Já não lidava com os códigos de um novo aparelho.

E eu outro dia passando pela aquela rua
Vi você na vitrine, parada sem nem mexer os olhos,
Logo pensei que era apenas o crime que continua
Mas vi seus olhos jorrarem sangue pelos cantos
Vi seus sonhos todos enfileirados, vi sua razão nua
Pedindo perdão ao coração, que também não sabia fazer planos,
Vi milhares de você, dizendo que o medo também insinua,
Andei sobre teus pedaços, perdidos em vários outros tempos.

Ali naquele momento tua veste não tinha valor
Tua vaidade não tinha o que falar,
No teu peito agora era que não avia amor
Da vitrine da ingratidão não a como se libertar.

sábado, 25 de julho de 2009

O PÓ QUE QUERO

Quero que se mudem os horários
Quero que atrasem os ponteiros
Acabem com os legionários
Multipliquem os prisioneiros.

Analisem letras escritas com o pó
O pó do prisioneiro que morreu só
Sem ter nem alguém que sentisse dor
Viajou no último trem a vapor.

Quero que não queiras nada de mim
Quero que tudo continue assim
Um sonho simples tipo algo ruim
Um poema e mais poemas sem fim.

Quero que me faças esquecer,
De quando me apaixonei,
Quero que apenas ao me ver
Lembre das palavras que te falei
Lembre como agente podia ser,
Das histórias que te contei,
Lembre que antes tinha muito para fazer,
Muitos sonhos que sonhei,
Pouca razão pra vender
Disso nem sei se sei.

Sem Razão

Vejo em ti meu abrigo
Vejo em ti meus medos
Seus olhos brilham como fogo
Sinto minha razão escapar por entre os dedos
Em instantes lembranças ruins apago
Fazendo com que venham à tona todos os segredos.

Se nosso futuro e incerto
Vamos certificar nosso presente
Pra nos unir basto um gesto
Gesto que enlouquece agente
Daí em diante não me inporto
Se isso e apenas uma ilusão da mente.

Erros ocorridos por acaso
Não vão se repetir
Pois de tanto correr estou cansado
Mais correndo temos que seguir
Para não sermos engolidos pelo passado
Nem no poço do futuro cair.

A razão da vida
E viver sem razão
Pra que a vida não fique doida
Temos que adotar o perdão
O que dói não e a ferida
Mais sim saber quem nos feriu sem razão.


Juan Patrick.

Próprios Erros

Deixe tudo como está
Não faça nada para mudar
Desse jeito estou feliz
Mais sei que um dia ainda posso chorar.

Não fale nada
Não justifique os defeitos
As desculpas doem mais
Doem mais que os próprios erros.

Não se questione
Deixe tudo acontecer
Se não mais uma vez chegaram às dúvidas
E juntos novamente vamos sofrer.

Por favor, não minta.
Da boca pra fora não saem verdades
Espere a hora sertã
Não ligue pra nossas idades.

Por favor, não esqueça nunca.
Desse sentimento que tanto nos fez chorar
Também nunca esqueça
Que sempre estarei aqui pronto pra te amar.


Juan Patrick.