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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Estranha direção.

Relembrando o passado sentado num recanto
Começo a pensar naqueles que me olhavam
Hoje estão tão distantes assim como eu
Assim como eu ando triste e tropeçando
Meio abandonado e procurando chão
Lembrando o que esqueci há tempos
Caminhando numa estranha direção.

Sou capaz até te lembrar lembranças mortas
Paginas de historias que escrevi em vão
Momentos e horas passadas em pleno cansaço
Num estresse fatal que me levou ao que sou
Ao vazio que me sobrepõe sem razão
Ao vínculo ditado entre o sol e a luz
Entre o calor e frio da noite
Como se eu carregasse uma cruz.

Pensando em como evitar o futuro
Concluo que o melhor é enfrentá-lo
Mesmo que eu esteja sem armas
Não posso sempre querer fugir
Preciso ver de perto a dor da batalha
Precisa sentir a navalha no coração
A solidão me mostrou o quanto tudo vale a pena
Não existem motivos pra minha aflição
Os caminhos novos que aparecem
Me mostram uma nova direção...


José Borges.

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