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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Navegantes



Sou o teu poeta
O teu amigo sonhador
Que naveguei por muitos mares
A procura de um porto seguro
Nem que fosse para lembrar
Dos tempos em que navegávamos
Em busca de um pouco de amor,

E se hoje o tempo já passou
Nem parece, pois quase nada mudou.
Continuamos desbravando oceanos
Contornando paralelos, meridianos
ferozes,
A única diferença é a distância
Que existe entre nós.
Hoje cada um no seu barco
Não fazendo, mas seguindo nossos destinos.
Apenas duas almas. E tantas que já se foram,
Parecem nunca nos deixar.

Para cada lado que olho
Veja a solidão de braços com a esperança
De que haja um juízo final
Só assim veremos nossos versos que já se foram
E nossas tantas canções entoadas por ai,
O que nos resta ainda é mistério
Mas deve ser melhor do que isso tudo aqui.

Se não temos paz, a vida passa sufocada,
Abreviada por céticos e descrentes demais
Na força do amor, e nas forças ocasionais.
Pra mim, não interessa o que se falam,
Só me interessa o que se faz.
Por isso me faço presente nos teus cuidados
Ancorado nesse teu cais, que me abastece,
Que de tudo me faz bem.
Por isso teu sorriso já basta.
E te vejo partindo, acenando teu chapéu,
Assim deixando sem mesmo saber
Para trás um naufrago amor.

José Borges Neto.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Contradição.



Todo o novo é bom
Não engorda e nem faz mal
Não agride não se deprime
Nem te espanta no final.

Toda verdade é pura
Não geme nem se contradiz
Não mata não se muda
Nem se escapa por um triz.

Todos os sonhos são belos
Não produzem dor nem prazer
Não são lá grandes comédias
Nem tão poucos sem querer.

Toda paixão é vida
Não eterna e nem amor
Não existe a primavera
Nem um falso beija-flor.


José Borges Neto.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Tudo que é agora.



Longe de tudo que eu imaginava ser eterno
Acompanhado apenas da minha solidão
Releio poemas e refaço sonhos,
Mesmo sabendo que outro tempo virá
E que tudo que é agora
Amanhã outra história será.

Revejo meus passos errados
Deixo os certos de lado.
Vou sozinho por um caminho
Que não me leva a lugar nenhum.
Vou atrás do impossível de cara limpa
Jogando contra o tempo: três, dois, um.

Olho pelo retrovisor na minha testa
E vejo os destroços do presente
E tantos amigos perdidos
Em busca de um paraíso tridimensional.
Ouço vozes rocas e sedentas
Que nunca se afinam no final.

E pela janela é tão bonito o show
Que nem se percebem as terceiras intenções.
Por trás de cada sorriso, falso e fingido
Há sempre um estereotipado, por pura encenação
Insinuando verdades e criando fantasias
Aumentando a síndrome da alienação.

Longe de tudo, e tudo longe
De quem partiu pra não mais voltar,
Do lado da saudade eterna
E da lembrança que não pára de gritar.
Longe de todos, e todos bem longe
Bem perto de qualquer lugar.



José Borges Neto.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Sem coração.



Transito total
Na cidade de papel,
Em esquinas
Longas filas
E fortes luzes de hotel.

Consumo exagerado
Multiplas opções.
Carros e pessoas
Sem peças
Nem corações.

Gritos sem pausa
Entre mil sensações,
Jogos de poderes
Com deveres
Mas sem soluções.

Mercado de almas
Sem cores nem sabor,
Lembranças vendidas
Talvez esquecidas
Pelo ócio ou pela dor.


José borges neto.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Qualquer preço.



O sistema nos separa
Quando tenta nos unir,
Mudaram nosso endereço
Sem perguntar se queríamos
Acabam com nossos sonhos
Invade-nos sem pedir.

Muda nossa vida
Nossa rua, nosso endereço.
Só não muda o mundo
Que hoje vale qualquer preço.

Somos peças perdidas
De um jogo ultrapassado.
Pedacinhos de ninguém
Sem ninguém interessado.


José Borges Neto.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Essencial.



Sabe aquele teu cheiro
Gostoso, forte e suado?
Está fixado em mim
Como o teu rosto tatuado
E como aquele teu olhar.
Está sempre me acordando
Fazendo-me delirar.
E quando penso em te esquecer
Ele me faz parar.

Que loucura...
Nunca vi nada assim
Tão forte, tão cego, audacioso
Que se não fosse o mundo lá fora
Ele já estaria por aí.

(Que loucura! Senti teu perfume agora, e ele com certeza
Completou o poema. Que pena, os leitores nem poderão senti-lo.
(E vão dizer que sou louco, que seja louco.)

Teu cheiro me excita me condena
E só mesmo o tempo me acalma, e me faz acreditar
Que ainda existe amor.
Mas nada que eu faça vai te trazer aqui
Talvez o máximo que eu consiga
É aumentar minha dor.

Apesar disso, me contento com teu cheiro
Junto a outras lembranças, como;
A tua voz (que é música para os meus ouvidos),
O brilho dos teus olhos (que acredito ser a luz no fim do túnel),
A suavidade dos teus lábios (que me deixam sem palavras)
E as curvas do teu corpo (que me levam a extrema loucura)
E com tantas lembranças
Acabo esquecendo algumas...


José Borges Neto.

domingo, 30 de janeiro de 2011

O Amor em Nos Dois.



Que o tempo não nos deixe no passado

Que ele não nos esqueça

Pois espero que a nossa história

Da nossa mente não desapareça.


Que o passado não envelheça

Que a luz nunca acabe

Pois hoje agente está feliz

O amanha nunca se sabe.


Vivemos por muito tempo

Mais não deixe nada pra depois

Se sozinho eu só conheci a dor

Quem sabe eu encontre o amor em nos dois.



Juan Patrick.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Viver




De que adianta?

Seguir teorias que nunca vão se revelar

De que adianta, se todas nos transformam no que somos hoje

E por mais que queiram isso nunca vai mudar.



De que adianta viver numa casa

Pois sempre acaba sendo esta, nossa própria prisão

‘’fora das grades’’ já não conseguimos viver

E disso tudo nos resta à solidão.

Juan Patrick.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Mensagem aos 'amigos'.

Falar sobre amizade é algo difícil. Acho que é pelo fato de que sempre esqueço alguns amigos, ou muitas vezes acabo citando pessoas que não merecem serem chamadas de amigas.

Mas na vida, devemos ter a capacidade de saber separar o joio do trigo. O certo do errado. O bom do ruim.

E os amigos são assim também.

Muitas vezes achamos que temos ao nosso lado, pessoas verdadeiras, companheiras, sinceras, e que estão dispostas a atravessar os mais conturbados mares ao nosso lado.

Infelizmente, nem sempre é assim.

Existem aquelas pessoas fracas, fúteis, inúteis. E que só servem para nos deixar pra baixo.

A falsidade é a maior inimiga da amizade. Já dizia certo poeta: “tenha apenas um amigo, desde que seja verdadeiro”.

Afinal, de que vale uma vida sem bons amigos, sem boas conversas?

E para os mais chegados, de que vale uma amizade sem um bom copo de cerveja, e sem aquelas brincadeiras onde todos se machucam, mas ninguém se odeia.

De que vale um dia de aula, sem o barulho na sala, sem aqueles professores divertidos, e também os sérios, que não resistiam as nossas provocações.

Amizade é isso. É sinceridade, é aperto de mão. É um abraço. É tudo.

E por último, amizade é gratidão. Sim, sou eternamente grato aos amigos e amigas, (ou colegas apenas) que estiveram comigo durante todos esses anos.

Alguns, eu os conheço desde criança. E serão eternas lembranças.

Outros, aprendi respeitá-los a pouco tempo. E de certa forma, fiz mais que amigos. Por algum tempo, me senti como se fosse um irmão mais velho.

Mas todos, até aqueles que sinceramente não me agradam, irão fazer parte de minhas memórias por toda a vida.

Peço desculpas se já fui chato demais, ou se ainda sou, não vou mudar.
Obrigado, que o universo esteja sempre ao nosso favor.

... e que a covardia não nos estrague.


José Borges Neto.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O vento...



Hoje o vento me levou
Por onde ele quis,
Ensinou-me voar,
E buscar ser feliz.

Mostrou-me cachoeiras
Rios e animais.
Passeamos sobre o mar
E as ondas nos seguiam.
Voamos sobre os prédios
Onde os cegos nos vigiam.

E cada instante que passava
Parecia não ter fim,
O vento me animava
E confiava em mim
Aprendi com o vento
Que não existe tempo ruim...

Toda hora é boa,
Pra sorrir ou pra chorar.
O vento é um amigo
Sereno e verdadeiro
Que não nos deixa esperar.


José Borges Neto.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Entenda seu amor.


Vemos o tempo passar

Levando aos poucos nosso amor

E no lugar desse sentimento

Fica a tristeza, a solidão e a dor

Só restando um coração magoado

Que de tanto sofrer ficou cansado

Pois o amor não morre

Ele é assassinado.


O encanto de antigamente

Vai aos poucos se acabando

O coração não consegue mais unir

O que o orgulho vai separando

E então o coração que era apaixonado

Vive a cada dia a anciã de ser enganado

Pois o amor não morre

Ele é assassinado.


E cada dia que amanhece

E como acordar numa prisão

Que nos priva da felicidade

E sufoca nossa emoção

Eu só queria ser amado

Agora é tarde pra curar erros do passado

Pois o amor não morre

Ele é assassinado.


Cada um escolhe seu amor

Que levará pela vida inteira

Com ele sorrimos e choramos

Ele nos faz a sua maneira

Por isso entenda seu amor

Entenda-o mesmo se ele permanecer calado

Pois um amor que está morto

Ainda pode ser ressuscitado.




Juan Patrick.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Perdido no tempo.



Todos os meses do ano
Todos os anos da década
Todas as décados do século
Todos os séculos do milênio
Todos os milênios do planeta
Todos os planetas do sistema
Todos os sistemas da galáxia
Todas as galáxias do universo
E todo o universo de luto.

De quê vale o saber
Quando ninguém pode aprender?

Pra quê gritar
Se ninguém vai escutar?

Por que chorar
Se nada vai mudar?

E até onde vai esse rio?
Que nasce e escorre desesperado
Com uma sede de aventura
E com uma loucura inexplicável.

Amanhece, entardece, anoitece...
Quão logo termina o dia, nascem vários outros.
E vão se amontoando
(os fortes sobre os fracos, e os ruins sobre os bons).

E correm os dias
Todos os dias;
Toda a semana
Todo o mês
Todo o ano
Toda a vida.
Numa continua
E defasada mesquinhez.

E vou junto
(com minha cara de estúpido)
Solitário como um sol
Andante como um nômade
E cansado como um eco perdido no tempo.

Sou sombra de mim mesmo
Iluminado pelo silêncio.



José Borges Neto.

A verdade.



Não adianta
Nada importa agora
Que tudo já mudou
O tempo é hilário
Nem avisa e já passou.

A magia é o que resta
Ou o pouco que sobrou.
A dor é quem impera
O peito de quem amou.

De nada vale a verdade
Se o tempo não existir.

Às vezes e preciso fé
Para não desistir
E por mais que se tente
É difícil conseguir,
O céu guarda mistérios
Que Deus não aceita dividir.


José Borges Neto.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Saudade minha.



Pode ser que a distância
E a saudade me torture,
Mas não deixarei meu sorriso
Nem meu prazer exagerado,
Não serei escravo da vida
Muito menos da solidão
Serei apenas o que quiser;
Dias amores, outros paixão.

E assim me fere a faca
Que corta meu peito
E ameaça minh’alma,
E vou me deslizando
Pelas ruas do tempo
E pelas calçadas de dor,
Só não sei o que será depois
Que amanhecer o amor.

Pode ser que ninguém
Queira lembrar o que se foi
Mas a saudade não é boba
Não se deixa enganar,
A saudade é foice, é nuvem,
É vento e é mar
Para ela não existe tempo
Nem dia, nem lugar...

Coisa estranha é a saudade
Que confunde a si mesma
Sem se deixar perceber,
(na verdade, ela chora calada)
É menina sem lei
E senhora de endoidecer.

A saudade tem muitos nomes
Muitas formas de se ver
Ela não tem pernas,
Nem tão pouco sente prazer
Ela só pensa em seguir
Nunca pensa no quê dizer.

Hoje, saudade minha
Só tenho você aqui
E por mais que falem,
Vou continuar a fingir
O que importa é sua face
Nua e esclarecida a me guiar,
Se eu estiver certo ou errado
Pra mim tanto faz
O que me importa saudade,
É que você me satisfaz.


José Borges Neto.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Ato de separação.



É sempre assim;
Dois culpados e um corpo no chão,
Mãos sedentas por justiça
Uma dor na alma e no coração
Pedaços de sonhos pela escada
Cortinas manchadas a mão
É sempre provável que os Deuses
Desconfiem de uma traição.

E ninguém vai estar errado em falar
É tanta mágoa adormecida
Que às vezes fica difícil de enxergar,
Hoje os caminhos são abismos
Onde todos podem chegar.

Se antes não se falava em perdão
Agora todos o querem em vão
Brincam que são bons moços
Desconsideram a intuição,
E as almas vão partindo
Para aonde não existe tentação.

O que fica é a lembrança
De um pecado gostoso,
De um beijo molhado
E aquele ciúme tenebroso,
Fica o prazer do ato
E o gozo duvidoso.

Mas no olhar para trás,
Os dois se olham, riem...
Infantis. Não tiveram chance.
Dois inocentes culpados
Um pelo amor, e o outro,
Pela razão...


José Borges Neto.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Não vamos brincar de amor.



Não vamos mais brincar com o nosso amor
Ele não merece nosso jogo de manias
Nem todas nossas loucuras infantis
Vamos cuidar um do outro
Isso vai nos fazer bem, vamos ser feliz.

Chega de mentiras e desenganos
Estou cansado de não te ter
Quando te olho eu vejo
Dois rostos a me satisfazer,
E se pela noite eu avanço
Acho que me desencontro de você.

Já cometi erros grosseiros até demais
Porém, meu amor por ti me convence,
Que é você tudo o que eu preciso
E meu amor não se engana
Nem é desses de voltar atrás.

Se já brigamos por besteira,
Muito bem, deixe agora isso de lado,
O que passou realmente é passado
E agora só me importa nos dois.

Não vamos deixar todo esse amor sem peito
Sem beijo, não me deixe sem você,
Se você é minha estrela guia da noite
Eu sou o teu mais brilhante amanhecer,
Vamos curtir nosso carinho e desejo
Vamos falar sério, vamos viver?


José Borges Neto.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Amante sem nome.



Sou o teu olhar sem jeito
Na direção de qualquer lugar
Sou o mal que te faz bem
E a alegria que te faz chorar
A fonte de amor que transborda
Sou o velho jeito de amar.

Amante sem nome
Desconhecido desconhecer,
Sou a vida em lágrimas
Sou a vontade de te ter,
A lua cheia anuncia
Que nossa paixão vai nascer.

Sou o teu descaso por mim
Gravado na tua testa,
Sou o pior dos castigos
Tendo como lei o perdão,
Sou aquele que você não conhece
E que sempre lhe deu a mão.

Sou aquela poesia incompleta
Sem rima e sem sentido,
Obviamente não sou tudo
Mas sou isso e aquilo,
Sou o teu toque em mim
Sou o teu amor invertido.



José Borges Neto.
,

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O que houve meu Brasil?


Pelos meus amores passados
E pela dúvida dos que virão
Pelas almas desamparadas
E pelos poucos que viverão
Faço honras aos senhores
E aos donos dessa nação:

O que houve meu Brasil
O que será que aconteceu
Há muito não te reconheço
Não se lembra mais de Deus?

O que houve meu país
Porque decidiu se calar
Não vê que isso esta errado
Precisamos acordar,
O que será de nossas crianças
Que ninguém quer salvar?

Pelos que morreram sonhando
Um futuro de igual
Pelos que ainda lutam
Por um prestigio social,
E pelos descamisados
Que nunca nos fizeram mal.

O que houve meu Brasil
Não se deixe amordaçar!
Resista aos interesses
Não se deixe enganar.
(onde estão os jovens?)
O que houve meu país
Aonde tu queres chegar?


José Borges Neto.

domingo, 26 de setembro de 2010

Levado pela vida.



Eu que era menino travesso
E gostava de brincar com a vida
Agora sei como a banda toca
Sei por que a areia é movediça.

Eu que era garoto sem chance
Hoje sou pescador de mentiras
E não posso negar minha idéia
Caso contrario sou esquerdista.

Eu que duvidei de mim mesmo
E busquei resposta quando devia ouvir
Fiz juras de amor que jamais pude provar
Até quando eu chorei, tive vontade de sorrir.

Eu que até ontem acreditava
Ter vários amigos pra confiar
Aprendi que só tenho
Um irmão(mais velho) pra me abraçar
E a este amigo dedico os versos
Que do nada vão se encontrar.

Eu que era criança boba
Nem poderia imaginar
Que a quem eu dei a mão
Um dia iria me derrubar.

Eu que me orgulho de meu orgulho
Não tenho receios de quem se foi
Muito menos de quem ainda se vai,
Respeito meus inimigos
E os amigos muito mais,
O problema são os falsos
Que estampam os jornais.

Eu que fui tão homem quanto Cristo
Que mesmo traído, humilhado e crucificado,
Soube dar perdão aos desesperados
Atenção aos aflitos, água aos sedentos,
Coragem aos pequenos, virtude aos grandes,
Amor aos carentes, e fé aos perdidos.

Eu que mesmo homem simples
Menino, moleque, criança, feto,
Tão pequeno quanto um grão de nada
Perdido no mundo que não pára de girar,
Fui mais do que um poema
Fui um barco sobre o mar.


José Borges Neto.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Loucura sem nome.



Tenho fome de poesia,
Fome de versos
De improvisos.
Tenho sede de sangue
Pelas veias vazias,
Loucura sem nome
Ora tristeza, ora alegria.

Tenho medo dos deuses
Do inferno, do céu,
Além da terra
E de seus infiéis,
Temo a sabedoria
A fúria dos menestréis.

Doe-me quando vejo
A poesia se desviar
Existem tantos poetas
E ninguém pra poetizar,
Tenho medo do inicio
E de como vai terminar
Temo que a poesia
Um dia chegue a acabar.

- E o que será de mim
Se isso acontecer?
O que será do amor
Que precisa do poema
Pra sobreviver? -


(Tenho receio que o amanhã
Não me deixa amar).


José Borges Neto.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Ser capaz e ser feliz.




De vez em quando estamos sozinhos
Mais sozinho ninguém é capaz
Há tantas decepções dolorosas
Há tantas que nem lembramos mas
O importante e ser feliz
O que passou ficou pra traz.

Temos que ser fortes
Pra curar dores que o tempo não consegue apagar
Nem sempre os sonhos se realizam
Nem sempre conseguiremos os alcançar
Por isso um passo de cada vez
Para não tropeçar
E pra que os mares de lagrimas
Não consigam nos afogar.

Ser forte é preciso
É preciso saber chorar
A vida não é feita só de sorrisos
Tristezas tendem a nos machucar
E se acaso cairmos
Nossos amigos e família existem para nos levantar
Em qualquer situação
A qualquer hora e lugar.

É preciso viver
É preciso sonhar
É preciso perder
É preciso ganhar
Pra que no final de nossas vidas
Exista alguma história pra se contar.



Juan Patrick.

Amar como se não houvesse amanha.




Somos reflexo de nosso pensamento
Já diria o pensador
Mais o que o mundo nos reflete?
Guerras, tristezas e muita dor
Só semeando bem nossa vida
Poderá florescer o amor.

Muitos vivem isolados
Sozinhos sem direção
Pelas suas famílias abandonados
Sem justiça nem perdão
E ainda assim vivem calados
Tentando juntar os pedaços
Do que restou de um coração.

Pra tudo existem dois lados
Como os lados de uma maça
Se hoje a noite for escura
O sol chegara pela manha
Por isso eu escolho o lado do amor
Você também pode amar sem temor
Como se não houvesse amanha.




Juan Patrick.

Mulheres.




Existem pinturas
Que nos arrebatam a visão
Existem poemas
Que tocam nosso coração
Mais tem coisa que é feita
Criada para ser perfeita
Sem igualdade nem comparação.

Trazem o luar nos olhos
O por de sol no olhar
Carregam a na boca uma tempestade
No beijo, a calmaria do mar
Estrela tirada da sua constelação
Para aqui na terra brilhar.

Ser que caiu do céu
Que de nos faz o que quer
Nunca a de ser superada
Pode vir o que vier
Feita pelas mãos do criador
Um ser coberto de amor
Que todos chamam de mulher.



Juan Patrick.

domingo, 19 de setembro de 2010

Poema, poeminha.



Queria escrever algo
Realmente completo
Acabei por não conseguir
Fiz um poema patético.

Depois fui revê-lo
Já mofado e velho
Peguei-o com nojo
Se fazendo em farelo.

Quase não o li
De tão envergonhado,
Afinal aquilo era um filho
Que deixei abandonado.

O deixei trancado
Inacabado como eu,
Um poema de amor
Que ninguém nunca leu.

Quando fiz o poeminha
Não poderia imaginar
Que depois de tanto tempo
Ele iria se completar.


José Borges Neto.
,

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Dane-se o mundo.



Que se dane o mundo
Dane-se tudo,
Dane-se você
Nós, vós, eles,
Dane-se toda hora
Até não querer mais.

Dane-se a vida
Que hoje não serve
Dane-se o céu
Que me causa inveja
Pela sua imensidão,
Dane-se a terra
Que me causa medo
Pela sua criação.

Que se dane os livros
Os poetas, os versos.
Dane-se tudo,
Tudo mesmo.

Que se dane o amor,
Também a paixão
Danem-se as formigas
Que cortam meu corpo.
Dane-se o erotismo
(que me domina)
As fadas, e os anjos.

Que se dane a morte
Viúva negra do terror.
Dane-se teu ódio
Teu perfume,
Teu amor.
Dane-se o passado
o futuro, e o que virá.

Que se dane a razão
Causadora de tanta dor.
Dane-se a esperança
Dane-se quem quiser
Danem-se amigos
Danem-se, por favor.


José Borges Neto.
,

Cartas de amor.



Você é o amanhecer
A mais linda canção
Que alegra minha vida
E me tira da solidão
Deixando cada vez mais feliz
O meu triste coração.

Falo assim de ti
E nada sei explicar
Nem no mais lindo Oasis
Nem no mais cristalino mar
Nem mesmo a mais linda constelação
Brilha mais que seu olhar.

Minha linda primavera
Meu jardim cheio de cor
Teu olhar me aquieta a alma
Teu beijo me traz calor
E nessa essência me perco
E é para ti que escrevo
Essas cartas de amor.


Juan Patrick.