Não quero ultrapassar fronteiras
Nem vou me envolver em guerras
Pois nem tudo vale a pena.
De quê adianta tanta confusão
Se o que nos espera é uma interrogação?
Não quero mudar minha rotina
Nem vou me curvar diante de ti.
O chão está sujo demais.
Por onde você andou?
Nós estamos tão próximos, paradoxos.
Dois completos mundos, pequenos.
E hoje a guerra no peito
A alma pairando
O corpo cansado
A mente pensando
Os cabelos caindo
E a vida passando...
Não quero amar outra vez
Quero amar como se fosse a primeira vez que amo.
Sendo assim o amor será um mistério
E será delicioso, e puro, ingênuo e preciso...
José Borges.
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sábado, 27 de fevereiro de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Quem é capaz?
E mais uma vez me questiono
Imagino quem fui, quem sou, e o que serei
Tenho recordações duvidas e planos
Mais estou certo que nunca me entenderei.
Quem é capaz disso
Quem conseguiu tal proeza
Acho que sem a duvida ninguém vive!
Como dizem ’’a duvida é o preço da pureza’’.
O que me reserva o destino?
Como serão meus dias?
Talvez noites de chuva
Talvez madrugadas frias
Mais ainda espero que com as lutas
Venham também muitas alegrias.
Juan Patrick.
Imagino quem fui, quem sou, e o que serei
Tenho recordações duvidas e planos
Mais estou certo que nunca me entenderei.
Quem é capaz disso
Quem conseguiu tal proeza
Acho que sem a duvida ninguém vive!
Como dizem ’’a duvida é o preço da pureza’’.
O que me reserva o destino?
Como serão meus dias?
Talvez noites de chuva
Talvez madrugadas frias
Mais ainda espero que com as lutas
Venham também muitas alegrias.
Juan Patrick.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
O Exemplo errado.
Sinto que as noites já não são mais tão violentas
E que as estrelas me olham com um jeito mais sincero
Olham-me como eu fosse parte delas, e eu as nego.
Tenho medo em acreditar na minha própria visão
E a noite vem, e se vai, e tudo parece mudado.
Amanhece em mim um novo dia
Mas percebo que esse é um dia estranho.
Eis um dia escuro e violento.
Quão triste está o céu
Está triste com as estrelas
Elas estão em guerra
E espadas de luz cortam o céu
E cai sobre mim um sangue azul
Que me cobre o rosto como se fosse meu sangue
E as estrelas continuam em guerra.
Agora sei o porquê que elas me olhavam estranhas
Elas sabiam que eu seria a única testemunha
Eu seria aquele que viu o céu sangrar
Mas mesmo assim não poderia fazer nada
Agora sei que estava certo em negar as estrelas
Talvez desde o início elas quisessem me usar.
Anoitece, e para onde eu olho só vejo escombros,
Ouço algumas estrelas agonizando, e morrendo,
Corpos espedaçados pelas espadas ditas divinas
Feixes de luz que rapidamente se apagam
E tudo parece realmente está mudado.
As noites hoje já não têm estrelas brilhando no céu
Pois as que não foram mortas, estão apagadas,
E o céu já não é mesmo que foi um dia
Ele também foi ferido e magoado, hoje vive escondido,
Creio que tenha medo das estrelas e das espadas.
E assim aconteceu que as estrelas invejaram os homens
De tanto elas os vêem praticando seus jogos.
Inocentes estrelas que agora estão como seus ídolos
Mortas, espedaçadas ou feridas,
E as que sobraram também serão coroadas
Com a honra de serem esquecidas...
José Borges.
E que as estrelas me olham com um jeito mais sincero
Olham-me como eu fosse parte delas, e eu as nego.
Tenho medo em acreditar na minha própria visão
E a noite vem, e se vai, e tudo parece mudado.
Amanhece em mim um novo dia
Mas percebo que esse é um dia estranho.
Eis um dia escuro e violento.
Quão triste está o céu
Está triste com as estrelas
Elas estão em guerra
E espadas de luz cortam o céu
E cai sobre mim um sangue azul
Que me cobre o rosto como se fosse meu sangue
E as estrelas continuam em guerra.
Agora sei o porquê que elas me olhavam estranhas
Elas sabiam que eu seria a única testemunha
Eu seria aquele que viu o céu sangrar
Mas mesmo assim não poderia fazer nada
Agora sei que estava certo em negar as estrelas
Talvez desde o início elas quisessem me usar.
Anoitece, e para onde eu olho só vejo escombros,
Ouço algumas estrelas agonizando, e morrendo,
Corpos espedaçados pelas espadas ditas divinas
Feixes de luz que rapidamente se apagam
E tudo parece realmente está mudado.
As noites hoje já não têm estrelas brilhando no céu
Pois as que não foram mortas, estão apagadas,
E o céu já não é mesmo que foi um dia
Ele também foi ferido e magoado, hoje vive escondido,
Creio que tenha medo das estrelas e das espadas.
E assim aconteceu que as estrelas invejaram os homens
De tanto elas os vêem praticando seus jogos.
Inocentes estrelas que agora estão como seus ídolos
Mortas, espedaçadas ou feridas,
E as que sobraram também serão coroadas
Com a honra de serem esquecidas...
José Borges.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Universo
Estou te escrevendo caro universo que habito
Pois preciso muito lhe cumprimentar
Sei que nem todas as palavras que conheces
Serão aqui utilizadas, pois sou falho em letras
Assim como sou falho em quase tudo que pratico
Porém, receba minhas linhas com carinho
Elas têm total admiração pela perfeição
E tu eis o grande mundo dos mundos
Eis perfeito como a sombra de minhas palavras
Palavras que ecoam dentro de mim
E que seguem um rumo em busca do desconhecido
Que buscam assim como eu um abrigo
Universo que me engole como se eu fosse um vinho
Universo que transborda alegrias infinitas
Preciso de teu abrigo mais secreto
Estou fugindo da fera das montanhas
Estou fugindo de mim mesmo
Já faz dias que procuro um lugar
Mas só encontrei este papel e este lápis
E apenas um endereço certo: a imensidão
Estou cansado e ferido com um simples animal
Carente de tudo inclusive de mim mesmo
Sou tão falho no meu silêncio
Que nos meus sonhos esvoaçam gritos pela amplidão
E meus gemidos de dor são como estas letras
Distorcidas, imperfeitas, incorretas e estranhas
Por isso te escrevo, perdoe meus sonhos
Perdoe minhas letras e também minhas palavras...
José Borges.
.
Pois preciso muito lhe cumprimentar
Sei que nem todas as palavras que conheces
Serão aqui utilizadas, pois sou falho em letras
Assim como sou falho em quase tudo que pratico
Porém, receba minhas linhas com carinho
Elas têm total admiração pela perfeição
E tu eis o grande mundo dos mundos
Eis perfeito como a sombra de minhas palavras
Palavras que ecoam dentro de mim
E que seguem um rumo em busca do desconhecido
Que buscam assim como eu um abrigo
Universo que me engole como se eu fosse um vinho
Universo que transborda alegrias infinitas
Preciso de teu abrigo mais secreto
Estou fugindo da fera das montanhas
Estou fugindo de mim mesmo
Já faz dias que procuro um lugar
Mas só encontrei este papel e este lápis
E apenas um endereço certo: a imensidão
Estou cansado e ferido com um simples animal
Carente de tudo inclusive de mim mesmo
Sou tão falho no meu silêncio
Que nos meus sonhos esvoaçam gritos pela amplidão
E meus gemidos de dor são como estas letras
Distorcidas, imperfeitas, incorretas e estranhas
Por isso te escrevo, perdoe meus sonhos
Perdoe minhas letras e também minhas palavras...
José Borges.
.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Vida Real.
Tudo esta tranquilo
Tudo em seu lugar
Quem sabe agora seja a calmaria
Quem sabe eu possa descansar
Sem preocupar-me com os medos
Que parece que decidiram se afastar.
Agora não tenho mais pressa
O tempo agora é meu amigo
Talvez nada de ruim aconteça
Talvez não aja mais perigo
Encontrei o descanso pra minha cabeça
E pro coração encontrei abrigo.
Agora posso dormir
Agora posso sonhar
Sem ter medo de pesadelos
Sem ter medo de chorar
Vou seguir aqueles velhos conselhos
E pra sempre vou te amar.
Mais espere o que aconteceu?
Abri os olhos e tudo se desfez
Já entendi, voltei pra vida real
Estava sonhando outra vez.
Juan Patrick.
Tudo em seu lugar
Quem sabe agora seja a calmaria
Quem sabe eu possa descansar
Sem preocupar-me com os medos
Que parece que decidiram se afastar.
Agora não tenho mais pressa
O tempo agora é meu amigo
Talvez nada de ruim aconteça
Talvez não aja mais perigo
Encontrei o descanso pra minha cabeça
E pro coração encontrei abrigo.
Agora posso dormir
Agora posso sonhar
Sem ter medo de pesadelos
Sem ter medo de chorar
Vou seguir aqueles velhos conselhos
E pra sempre vou te amar.
Mais espere o que aconteceu?
Abri os olhos e tudo se desfez
Já entendi, voltei pra vida real
Estava sonhando outra vez.
Juan Patrick.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Estranha direção.
Relembrando o passado sentado num recanto
Começo a pensar naqueles que me olhavam
Hoje estão tão distantes assim como eu
Assim como eu ando triste e tropeçando
Meio abandonado e procurando chão
Lembrando o que esqueci há tempos
Caminhando numa estranha direção.
Sou capaz até te lembrar lembranças mortas
Paginas de historias que escrevi em vão
Momentos e horas passadas em pleno cansaço
Num estresse fatal que me levou ao que sou
Ao vazio que me sobrepõe sem razão
Ao vínculo ditado entre o sol e a luz
Entre o calor e frio da noite
Como se eu carregasse uma cruz.
Pensando em como evitar o futuro
Concluo que o melhor é enfrentá-lo
Mesmo que eu esteja sem armas
Não posso sempre querer fugir
Preciso ver de perto a dor da batalha
Precisa sentir a navalha no coração
A solidão me mostrou o quanto tudo vale a pena
Não existem motivos pra minha aflição
Os caminhos novos que aparecem
Me mostram uma nova direção...
José Borges.
Começo a pensar naqueles que me olhavam
Hoje estão tão distantes assim como eu
Assim como eu ando triste e tropeçando
Meio abandonado e procurando chão
Lembrando o que esqueci há tempos
Caminhando numa estranha direção.
Sou capaz até te lembrar lembranças mortas
Paginas de historias que escrevi em vão
Momentos e horas passadas em pleno cansaço
Num estresse fatal que me levou ao que sou
Ao vazio que me sobrepõe sem razão
Ao vínculo ditado entre o sol e a luz
Entre o calor e frio da noite
Como se eu carregasse uma cruz.
Pensando em como evitar o futuro
Concluo que o melhor é enfrentá-lo
Mesmo que eu esteja sem armas
Não posso sempre querer fugir
Preciso ver de perto a dor da batalha
Precisa sentir a navalha no coração
A solidão me mostrou o quanto tudo vale a pena
Não existem motivos pra minha aflição
Os caminhos novos que aparecem
Me mostram uma nova direção...
José Borges.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Folhas secas.
Enquanto à noite chega, as folhas caem
E o chão fica recheado de coisa morta
Coisa velha e sem cor
E eu piso nesse chão como se duvidasse
Duvidasse que ele estivesse morto
E piso nestas folhas mortas
E morro de medo de pensar
Que elas tiveram vida
Mas a noite chegou, adeus vida.
Vejo um caminho feito de pedras
E nas pedras as sombras
E nas sombras as lágrimas
E nas lágrimas a saudade
E na saudade o amor
E no amor a esperança
Que a noite não chegue
E no silêncio o aviso
E no aviso as folhas
Todas mortas.
No alto dos galhos não sobrou nada
Até as pequenas folhas caíram
Vieram para debaixo de meus pés
E eu sem medo e sem querer
Esmaguei-as como se fossem meu amor
Sem querer era amor
Amor pelas folhas secas
Folhas vivas que não quis notar
Caminhos distantes de mim
Folhas mortas por mim
Noites esperadas em silêncio
Como medo da chegada do fim.
E o fim veio, ficou e passou
E o inicio passou, veio e ficou
E o instante ficou, veio e passou
Assim como as folhas mortas do quintal
Ou como a aperto de mão na noite de natal
Folhas que piso e que mato
Folhas mortas que piso
Secas, mortas
Só isso...
José Borges.
E o chão fica recheado de coisa morta
Coisa velha e sem cor
E eu piso nesse chão como se duvidasse
Duvidasse que ele estivesse morto
E piso nestas folhas mortas
E morro de medo de pensar
Que elas tiveram vida
Mas a noite chegou, adeus vida.
Vejo um caminho feito de pedras
E nas pedras as sombras
E nas sombras as lágrimas
E nas lágrimas a saudade
E na saudade o amor
E no amor a esperança
Que a noite não chegue
E no silêncio o aviso
E no aviso as folhas
Todas mortas.
No alto dos galhos não sobrou nada
Até as pequenas folhas caíram
Vieram para debaixo de meus pés
E eu sem medo e sem querer
Esmaguei-as como se fossem meu amor
Sem querer era amor
Amor pelas folhas secas
Folhas vivas que não quis notar
Caminhos distantes de mim
Folhas mortas por mim
Noites esperadas em silêncio
Como medo da chegada do fim.
E o fim veio, ficou e passou
E o inicio passou, veio e ficou
E o instante ficou, veio e passou
Assim como as folhas mortas do quintal
Ou como a aperto de mão na noite de natal
Folhas que piso e que mato
Folhas mortas que piso
Secas, mortas
Só isso...
José Borges.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Antes de você.
E agora o que será?
Haverá cura para teu ferimento
Ou você vai deixá-lo assim,
Exposto como o teu silêncio?
Será que está bem?
Espero que diferente de mim
Pois estou em lágrimas
Numa nascente sem fim.
Onde está você nesse momento?
Nem atendeu ao telefone
Será que não está mais sólida?
Sempre que acho, você some.
Aonde que o vento te levou?
Para onde ele levou teu cheiro
Que era tudo que me restava
Teu cheiro, passageiro.
E agora o que será?
Quem vai ler meus gestos
Quem vai te aconselhar
Onde iremos guardar nossos objetos?
O que será?
Agora você não é como antes
Nem o vento que te levou será o mesmo
Talvez o amanhã fique mais distante.
O que irá fazer agora?
Alguns amigos não são os mesmos
Acho que nunca foram
Quem ditará os termos?
E agora o que será?
Será como antes de tudo
Como está sendo agora
Ou será apenas futuro?
José Borges.
Haverá cura para teu ferimento
Ou você vai deixá-lo assim,
Exposto como o teu silêncio?
Será que está bem?
Espero que diferente de mim
Pois estou em lágrimas
Numa nascente sem fim.
Onde está você nesse momento?
Nem atendeu ao telefone
Será que não está mais sólida?
Sempre que acho, você some.
Aonde que o vento te levou?
Para onde ele levou teu cheiro
Que era tudo que me restava
Teu cheiro, passageiro.
E agora o que será?
Quem vai ler meus gestos
Quem vai te aconselhar
Onde iremos guardar nossos objetos?
O que será?
Agora você não é como antes
Nem o vento que te levou será o mesmo
Talvez o amanhã fique mais distante.
O que irá fazer agora?
Alguns amigos não são os mesmos
Acho que nunca foram
Quem ditará os termos?
E agora o que será?
Será como antes de tudo
Como está sendo agora
Ou será apenas futuro?
José Borges.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
A névoa.
Vá com calma meu senhor
Pode ser que esse não seja o seu trem
Sente-se mais um pouco nesse velho banco
Há muito tempo que nele não senta ninguém.
Tenha paciência sei que precisa partir
Sei que há muito tempo queres fazer isso
Só peso que deixe pelo menos tua lembrança
Sei que sua pele está velha e cansada
Que seus cabelos estão brancos
Brancos assim como a névoa da madrugada.
Tenha paciência ainda precisamos conversar.
Lembra de quando eu me perdia nas palavras?
Lembra de como eu gostava de ficar em silêncio
Pois em silêncio eu podia ouvir melhor seus ensinamentos
Pois eu era o aluno que ficava em silêncio.
Deixe-me sentar-se ao seu lado
Vou esperar que a máquina cheque
Vou esperar que a máquina passe
Vou ficar sentado nesse banco
Por que nem quero lembrar sua ausência
Quero apenas lembrar suas mãos em minhas mãos
Prefiro não ver mais as madrugadas
Elas me lembram algo estranho
Elas me lembram o fim.
A luz está cheia e as noites vazias como eu
Meu velho, meu velho e velho, o que sobrou
Hoje não durmo mais sem antes chorar
Será que alguém já esqueceu?
Largue aquele lenço encharcado de lágrimas
Deixe o tempo sana sua alma
E deixe sua alma leve como o vento
Ouça, mas tudo bem são meus passos nas escadas.
Olhe, agora é minha vez
Já demorei demais nesse banco
Ouço que meu trem se aproxima
Assim como tu fizestes um dia meu velho
Eu também estou com as madrugadas na cabeça
Foi tão rápido o ontem, o hoje, o amanhã.
E antes que eu esqueça
Obrigado pelas flores
Meu velho.
José Borges.
Pode ser que esse não seja o seu trem
Sente-se mais um pouco nesse velho banco
Há muito tempo que nele não senta ninguém.
Tenha paciência sei que precisa partir
Sei que há muito tempo queres fazer isso
Só peso que deixe pelo menos tua lembrança
Sei que sua pele está velha e cansada
Que seus cabelos estão brancos
Brancos assim como a névoa da madrugada.
Tenha paciência ainda precisamos conversar.
Lembra de quando eu me perdia nas palavras?
Lembra de como eu gostava de ficar em silêncio
Pois em silêncio eu podia ouvir melhor seus ensinamentos
Pois eu era o aluno que ficava em silêncio.
Deixe-me sentar-se ao seu lado
Vou esperar que a máquina cheque
Vou esperar que a máquina passe
Vou ficar sentado nesse banco
Por que nem quero lembrar sua ausência
Quero apenas lembrar suas mãos em minhas mãos
Prefiro não ver mais as madrugadas
Elas me lembram algo estranho
Elas me lembram o fim.
A luz está cheia e as noites vazias como eu
Meu velho, meu velho e velho, o que sobrou
Hoje não durmo mais sem antes chorar
Será que alguém já esqueceu?
Largue aquele lenço encharcado de lágrimas
Deixe o tempo sana sua alma
E deixe sua alma leve como o vento
Ouça, mas tudo bem são meus passos nas escadas.
Olhe, agora é minha vez
Já demorei demais nesse banco
Ouço que meu trem se aproxima
Assim como tu fizestes um dia meu velho
Eu também estou com as madrugadas na cabeça
Foi tão rápido o ontem, o hoje, o amanhã.
E antes que eu esqueça
Obrigado pelas flores
Meu velho.
José Borges.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Nada mudou.
Hoje deixei um pouco de lado a maquiagem do dia a dia
Deixei meu tempo livre, só pra lembrar verdadeiramente quem sou
Agora estou certo que tudo tem seu lado ruim
Tudo mascarado, nada mudou.
O que me remete pensar?
Sé nem o que penso sou capaz de entender
Sou culpado por ter tanta imaginação
Mais inocente pó não há desobedecer.
Acordado imagino
Porque as palavras me trazem dor
Talvez por culpa do destino
Talvez por culpa desse meu amor.
Juan Patrick.
Deixei meu tempo livre, só pra lembrar verdadeiramente quem sou
Agora estou certo que tudo tem seu lado ruim
Tudo mascarado, nada mudou.
O que me remete pensar?
Sé nem o que penso sou capaz de entender
Sou culpado por ter tanta imaginação
Mais inocente pó não há desobedecer.
Acordado imagino
Porque as palavras me trazem dor
Talvez por culpa do destino
Talvez por culpa desse meu amor.
Juan Patrick.
sábado, 30 de janeiro de 2010
Velho amigo.
Ah que saudade do meu velho amigo
De horas tantas, em pleno sol
De horas tantas, em plena noite
Onde está você agora meu amigo?
Será que é verdade que você me deixou
Por que faz tempo que agente não conversa
Por que faz tempo que não percebo teu silencio
Será mesmo que você me deixou?
Sinto saudades do teu riso franco
Das tuas horas tristes
Das minhas horas tristes
Onde está aquele velho sorriso franco?
Ah meu amigo, a onde fostes?
A meu velho, porque fostes?
Se ainda me entender lembre comigo
Lembre de como agente se divertia
Lembre de como você me divertia
Será que você não que mais papo comigo?
Lembre-se que eu enxuguei tuas lágrimas
Fui teu melhor amigo e você meu melhor mundo
Fui tua sombra, e você foi meu tudo
Será que você está derramando lágrimas?
E agora, será que tem alguém assim como eu
Para te ajudar, te secar o rosto
Para te tocar, e sentir o teu rosto
Eu seria tua carne, mas o que seria meu?
Meu velho amigo cadê nossos sonhos
Será que eles se foram assim como as estrelas
Será que você está sozinho vendo as estrelas
Ou será que as estrelas são nossos sonhos?
Meu irmão, meu amigo, meu sacrifício
Meu chão, meu céu, meu mar
Meu orgulho, meus olhos, meu inicio
Meu signo, meu sangue, meu sonhar
Onde será que vive esse velho amigo
Que até hoje nunca consegui encontrar?
José Borges.
De horas tantas, em pleno sol
De horas tantas, em plena noite
Onde está você agora meu amigo?
Será que é verdade que você me deixou
Por que faz tempo que agente não conversa
Por que faz tempo que não percebo teu silencio
Será mesmo que você me deixou?
Sinto saudades do teu riso franco
Das tuas horas tristes
Das minhas horas tristes
Onde está aquele velho sorriso franco?
Ah meu amigo, a onde fostes?
A meu velho, porque fostes?
Se ainda me entender lembre comigo
Lembre de como agente se divertia
Lembre de como você me divertia
Será que você não que mais papo comigo?
Lembre-se que eu enxuguei tuas lágrimas
Fui teu melhor amigo e você meu melhor mundo
Fui tua sombra, e você foi meu tudo
Será que você está derramando lágrimas?
E agora, será que tem alguém assim como eu
Para te ajudar, te secar o rosto
Para te tocar, e sentir o teu rosto
Eu seria tua carne, mas o que seria meu?
Meu velho amigo cadê nossos sonhos
Será que eles se foram assim como as estrelas
Será que você está sozinho vendo as estrelas
Ou será que as estrelas são nossos sonhos?
Meu irmão, meu amigo, meu sacrifício
Meu chão, meu céu, meu mar
Meu orgulho, meus olhos, meu inicio
Meu signo, meu sangue, meu sonhar
Onde será que vive esse velho amigo
Que até hoje nunca consegui encontrar?
José Borges.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Você na lista.
Antes que você pudesse acordar
Alguém já tinha traçado seu dia
Ditaram regras, coisas desse tipo
Antes que você pudesse respirar
Eles poluíram sua mente de bobagens
Enviaram-lhe até mensagens
Antes que você pudesse acordar.
Isso tudo fizeram apenas pra chamar atenção
Queriam ter audiência, é isso na televisão
Nem ligam para o que você escreve
Eles não querem saber de literatura futurista
Querem apenas aditar a lista
Escolher os vencedores antes da largada
Eles querem muito mais do que somos
Eles nem saíram e já estão na linha de chegada.
Pra quê querer saber por que o lixo na rua
Lá também vivem outras coisas
Nós também moramos por lá
Não nós no sentido eu, tu, ele
Nós no sentido homens, mulheres...
Velhos, crianças, cachorros, aparelhos de TV
Todos no lixo, todos assim como você.
José Borges.
Alguém já tinha traçado seu dia
Ditaram regras, coisas desse tipo
Antes que você pudesse respirar
Eles poluíram sua mente de bobagens
Enviaram-lhe até mensagens
Antes que você pudesse acordar.
Isso tudo fizeram apenas pra chamar atenção
Queriam ter audiência, é isso na televisão
Nem ligam para o que você escreve
Eles não querem saber de literatura futurista
Querem apenas aditar a lista
Escolher os vencedores antes da largada
Eles querem muito mais do que somos
Eles nem saíram e já estão na linha de chegada.
Pra quê querer saber por que o lixo na rua
Lá também vivem outras coisas
Nós também moramos por lá
Não nós no sentido eu, tu, ele
Nós no sentido homens, mulheres...
Velhos, crianças, cachorros, aparelhos de TV
Todos no lixo, todos assim como você.
José Borges.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Palpite meu.
Se você acha que não é assim
Pare de pensar em como continuar
Se já sabe como será o fim
Pare de adivinhar o que ninguém sabe
Você também sabe tão pouco sobre mim.
Olhe, veja o céu
É um céu rajado de estrelas
Pequenas, cercadas pela escuridão
Olhe, veja aquela sou eu.
Arrisque um palpite sobre o que quero dizer
Pense em qualquer coisa, num avião
Ou num velho fogão a lenha
Pense em como é difícil de entender.
Se você acha que isso não é normal
Vá mais a frente, na loja da esquina
Estão anunciando liquidação
E você pode até sair na capa do jornal.
Olhe, sinto o ar que passa nesse momento
Escute o som do vento, da música do tempo
Sinta como esse momento já passou
E que as lembranças são águas passadas
E as poesias são letras aglomeradas
Num lenço que alguém usou...e jogou.
José Borges.
Pare de pensar em como continuar
Se já sabe como será o fim
Pare de adivinhar o que ninguém sabe
Você também sabe tão pouco sobre mim.
Olhe, veja o céu
É um céu rajado de estrelas
Pequenas, cercadas pela escuridão
Olhe, veja aquela sou eu.
Arrisque um palpite sobre o que quero dizer
Pense em qualquer coisa, num avião
Ou num velho fogão a lenha
Pense em como é difícil de entender.
Se você acha que isso não é normal
Vá mais a frente, na loja da esquina
Estão anunciando liquidação
E você pode até sair na capa do jornal.
Olhe, sinto o ar que passa nesse momento
Escute o som do vento, da música do tempo
Sinta como esse momento já passou
E que as lembranças são águas passadas
E as poesias são letras aglomeradas
Num lenço que alguém usou...e jogou.
José Borges.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
A aventura acabou.
Enquanto a sombra se esconde
A luz ganha maior espaço
Enquanto a noite se vai num vôo rasante
O dia não chega a dar nenhum passo.
Por motivos alheios ao saber
O pássaro quis levantar vôo
Partiu para longe sem nem saber
Com coragem e com cara de quem nunca errou
Voou alto e firme por entre as frágeis nuvens
Mas em um instante a aventura acabou
Era o vento chegando e logo tudo abalou.
A cada instante tudo fica mais claro
Os seres das trevas não podem sair
A luz apaga o rastro da fumaça
De um trem velho que passou por aqui.
O tempo cala-se quando vê a imensidão
O infinito perturba a meiga ilusão
Já o instante satisfaz a triste escuridão
Que a muito não via sua própria razão.
José Borges.
A luz ganha maior espaço
Enquanto a noite se vai num vôo rasante
O dia não chega a dar nenhum passo.
Por motivos alheios ao saber
O pássaro quis levantar vôo
Partiu para longe sem nem saber
Com coragem e com cara de quem nunca errou
Voou alto e firme por entre as frágeis nuvens
Mas em um instante a aventura acabou
Era o vento chegando e logo tudo abalou.
A cada instante tudo fica mais claro
Os seres das trevas não podem sair
A luz apaga o rastro da fumaça
De um trem velho que passou por aqui.
O tempo cala-se quando vê a imensidão
O infinito perturba a meiga ilusão
Já o instante satisfaz a triste escuridão
Que a muito não via sua própria razão.
José Borges.
Vou trancar tudo.
Dane-se louca paixão
Não quero saber de leis
Nem de códigos
Não queira me ensinar a amar
Eu sou o amor.
Caia fora da minha área
Ninguém pode invadir aqui
Só existe espaço pra um cara
E nem tente mentir
Esse cara sou eu.
Com licença mais preciso sair
Já ta na minha hora
Tenho que partir
Mas nem ouse entrar
Vou trancar tudo
Eu sou tudo.
Espero que entenda
Não faço isso por mal
É que sou assim
Um pouco emocional
Um alguém fatal
Eu sou animal.
Não quero saber de leis
Nem de códigos
Não queira me ensinar a amar
Eu sou o amor.
Caia fora da minha área
Ninguém pode invadir aqui
Só existe espaço pra um cara
E nem tente mentir
Esse cara sou eu.
Com licença mais preciso sair
Já ta na minha hora
Tenho que partir
Mas nem ouse entrar
Vou trancar tudo
Eu sou tudo.
Espero que entenda
Não faço isso por mal
É que sou assim
Um pouco emocional
Um alguém fatal
Eu sou animal.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Um fim não é o final.
Ouça-me por um instante
Minhas palavras não são espinhos
Nem flores, e nem promessas
Meus olhos não são caminhos
Minhas idéias podem estar inversas
E tudo que te digo pode não ser real
Talvez nem as certezas sejam certas
Quem sabe o fim não seja o final.
Em pouco tempo
As águas não irão mais correr
Os ventos não irão mais soprar
O infinito talvez nem venha a acontecer
E o silencio nem queira incomodar
Quem sabe alguém esteja esperando
Um raio de luz no céu passar
Mas acreditar em milagres
É algo que não consigo imitar.
Deitar-se sobre cobras no verão
Sei que Todos querem curtir o sol
Mas por que não respeitam a lua?
Vejo a lua como o único farol
Vejo a lua como se fosse uma deusa nua
Vou em direção ao seu lugar
Encontro apenas uma verdade crua
De que quem tanto tenta ser único
Perde-se por qualquer rua.
Olha rápido para o céu
É um pássaro que passa devagar
É uma gota de chuva que cai
O triste é saber que ela vai evaporar
Preste atenção nas nuvens
Notem que elas compõem uma canção
Parecem sinos no céu
E seus sons transmitem emoção
Pra quem conhece a dúvida
Não vou render explicação.
José Borges.
Minhas palavras não são espinhos
Nem flores, e nem promessas
Meus olhos não são caminhos
Minhas idéias podem estar inversas
E tudo que te digo pode não ser real
Talvez nem as certezas sejam certas
Quem sabe o fim não seja o final.
Em pouco tempo
As águas não irão mais correr
Os ventos não irão mais soprar
O infinito talvez nem venha a acontecer
E o silencio nem queira incomodar
Quem sabe alguém esteja esperando
Um raio de luz no céu passar
Mas acreditar em milagres
É algo que não consigo imitar.
Deitar-se sobre cobras no verão
Sei que Todos querem curtir o sol
Mas por que não respeitam a lua?
Vejo a lua como o único farol
Vejo a lua como se fosse uma deusa nua
Vou em direção ao seu lugar
Encontro apenas uma verdade crua
De que quem tanto tenta ser único
Perde-se por qualquer rua.
Olha rápido para o céu
É um pássaro que passa devagar
É uma gota de chuva que cai
O triste é saber que ela vai evaporar
Preste atenção nas nuvens
Notem que elas compõem uma canção
Parecem sinos no céu
E seus sons transmitem emoção
Pra quem conhece a dúvida
Não vou render explicação.
José Borges.
Sem ouvir.
Ouça as vozes ao nosso redor
Escuta o silencio me pedindo perdão
Eu não vou gritar você esta perto
Deve me ouvir sem nenhuma razão
Apenas
Ouça
Palavras
Moça.
José Borges.
Escuta o silencio me pedindo perdão
Eu não vou gritar você esta perto
Deve me ouvir sem nenhuma razão
Apenas
Ouça
Palavras
Moça.
José Borges.
Segredo.
Eu até sei que não posso ser como eu quero
Tenho sempre que me evitar, me esconder
Sempre tenho que estar no lugar certo
Um lugar qualquer que fica longe de você.
Se você não vê diferença entre os olhares ao seu redor
É por que você ainda não percebeu minhas lágrimas
Talvez eu precise quem sabe lhe provocar dor
Uma dor secreta e que ninguém precisa saber
Uma dor no peito, no êxtase, e no prazer.
Quem sabe eu nunca lhe diga a verdade
Quem sabe a verdade não seja essa
Espero que isso seja mais que amizade
Espero que ainda sonhe comigo
Ou fique perto sempre que eu quiser
Sempre por toda a eternidade.
Amigos é que hoje ainda somos
Indiscretos e ridículos por não viver
Passageiros tranqüilos e insanos
Expostos ao mundo que nada sabe ter.
Queria ser eu de qualquer maneira
Ao ponto de não saber mais de nada
Ao ponto se ser apenas eu
Sem mentiras sem brincadeira
De verdade ser o que sou
Sem medo dizer pra todo mundo
Que isso sim é amor.
José Borges.
Tenho sempre que me evitar, me esconder
Sempre tenho que estar no lugar certo
Um lugar qualquer que fica longe de você.
Se você não vê diferença entre os olhares ao seu redor
É por que você ainda não percebeu minhas lágrimas
Talvez eu precise quem sabe lhe provocar dor
Uma dor secreta e que ninguém precisa saber
Uma dor no peito, no êxtase, e no prazer.
Quem sabe eu nunca lhe diga a verdade
Quem sabe a verdade não seja essa
Espero que isso seja mais que amizade
Espero que ainda sonhe comigo
Ou fique perto sempre que eu quiser
Sempre por toda a eternidade.
Amigos é que hoje ainda somos
Indiscretos e ridículos por não viver
Passageiros tranqüilos e insanos
Expostos ao mundo que nada sabe ter.
Queria ser eu de qualquer maneira
Ao ponto de não saber mais de nada
Ao ponto se ser apenas eu
Sem mentiras sem brincadeira
De verdade ser o que sou
Sem medo dizer pra todo mundo
Que isso sim é amor.
José Borges.
Pra você.
Queria um beijo teu
Um abraço simples
Um aperto de mão
Queria ser teu.
Parece errado
Você esta longe
Você esta triste
Isso não é errado.
Sei o motivo
Dessa sua tristeza
São os outros
Eles não têm motivo.
Buscam o nada
Eu busco você
Mas você não sabe
Não sabe de nada.
Sei pouco
Mas sei que te quero
Que te busco
Só você, não outro.
José Borges.
Um abraço simples
Um aperto de mão
Queria ser teu.
Parece errado
Você esta longe
Você esta triste
Isso não é errado.
Sei o motivo
Dessa sua tristeza
São os outros
Eles não têm motivo.
Buscam o nada
Eu busco você
Mas você não sabe
Não sabe de nada.
Sei pouco
Mas sei que te quero
Que te busco
Só você, não outro.
José Borges.
O momento em que a verdade nasceu.
Existem momentos em nossas vidas
Que o céu parece que vai desabar
O dia torna-se noite e a noite torna-se dia
Até o deserto vira um mar
Já o fogo perde a chama
E não pode mais queimar.
Momentos como esses são ruins
É tanta intranquilidade
Quando alguém pergunta ninguém responde
Ficam todos com cara de falsidade
E as nuvens desenham dragões no céu
Será que alguém está livre pra ver?
Ou Será tudo uma fatalidade?
O acaso não vem ao caso
Quando da verdade se quer saber.
Paciência é o que precisamos
Um pouco de paciência
Mas não vamos vender a alma
Vamos ter um pouco de competência
Sejamos carentes com nós mesmos
Também somos pecadores
Pra quê fingir ter inocência?
Se o véu não esconde nossos horrores.
Chegou o momento de saber
Quem tem razão e quem precisa ter
Cada um com seu argumento
E com defesas diferentes
Mas precisam se proteger
A verdade quando vêm
Não espera hora nem dia
A qualquer momento ela pode aparecer
E tira sem pedir nossa alegria.
José Borges.
Que o céu parece que vai desabar
O dia torna-se noite e a noite torna-se dia
Até o deserto vira um mar
Já o fogo perde a chama
E não pode mais queimar.
Momentos como esses são ruins
É tanta intranquilidade
Quando alguém pergunta ninguém responde
Ficam todos com cara de falsidade
E as nuvens desenham dragões no céu
Será que alguém está livre pra ver?
Ou Será tudo uma fatalidade?
O acaso não vem ao caso
Quando da verdade se quer saber.
Paciência é o que precisamos
Um pouco de paciência
Mas não vamos vender a alma
Vamos ter um pouco de competência
Sejamos carentes com nós mesmos
Também somos pecadores
Pra quê fingir ter inocência?
Se o véu não esconde nossos horrores.
Chegou o momento de saber
Quem tem razão e quem precisa ter
Cada um com seu argumento
E com defesas diferentes
Mas precisam se proteger
A verdade quando vêm
Não espera hora nem dia
A qualquer momento ela pode aparecer
E tira sem pedir nossa alegria.
José Borges.
Não vou gritar.
O que será que agente quer saber?
O será que ainda precisamos saber?
Se já é bastante humilhante viver
Ainda temos que morrer.
O será que deu no homem
Que destruiu o seu próprio lar
E que mudou seus costumes
E Tem vergonha de falar.
Eu não vou ficar calado
Nem vou gritar sozinho
Eu te quero do meu lado
Vamos pelo mesmo caminho.
Sem ter medo pensar
Nem de agir
Nem de falar
Nem de pedir.
Queremos apenas paz
Só isso é nada mais
Queremos paz
Nada mais.
José Borges.
O será que ainda precisamos saber?
Se já é bastante humilhante viver
Ainda temos que morrer.
O será que deu no homem
Que destruiu o seu próprio lar
E que mudou seus costumes
E Tem vergonha de falar.
Eu não vou ficar calado
Nem vou gritar sozinho
Eu te quero do meu lado
Vamos pelo mesmo caminho.
Sem ter medo pensar
Nem de agir
Nem de falar
Nem de pedir.
Queremos apenas paz
Só isso é nada mais
Queremos paz
Nada mais.
José Borges.
Moldura.
Um raio de sol
No buraco da fechadura
Um grito qualquer
Numa moldura
Colocada na instante
Com uma forma nua
Linda e fiel
Verde e madura
Rápida e incerta
Verdade e crua.
José Borges.
No buraco da fechadura
Um grito qualquer
Numa moldura
Colocada na instante
Com uma forma nua
Linda e fiel
Verde e madura
Rápida e incerta
Verdade e crua.
José Borges.
Imprevisto.
Pra quê falar de amor
Quando não se ama
Pra quê cantar com fervor
Se ninguém escuta
Pra quê enganar a dor
Se ela tanto machuca?
O dia não diz tudo
A noite ainda é certa
O vento passa rápido
O silencio calado
O som ecoado
O tempo parado
O amor rasgado
O sangue derramado
O corpo empurrado
O medo passado
O ódio agregado
O nada provado.
José Borges.
Quando não se ama
Pra quê cantar com fervor
Se ninguém escuta
Pra quê enganar a dor
Se ela tanto machuca?
O dia não diz tudo
A noite ainda é certa
O vento passa rápido
O silencio calado
O som ecoado
O tempo parado
O amor rasgado
O sangue derramado
O corpo empurrado
O medo passado
O ódio agregado
O nada provado.
José Borges.
Estacionado.
Parece loucura, mas é só tristeza
Com tanto tempo de batalha
Meu corpo já não responde por si
Dentro de mim é tanta fraqueza
Nem tenho forças para sorrir
E tanto que eu queria
Chegar antes de ela partir.
Mas o trem atrasou
E não pude fazer nada
Estava cansado de correr
Meu pensamento parou
E nem tinha nada pra se fazer.
Já que o motor pifou
Vou estacionar aqui
Talvez eu seja multado
Mas já estou acostumado
Já sei que não posso ir.
Anda comigo e aprenda a mentir
Anda comigo e aprenda ser você
Anda comigo e aprenda ser única
Anda comigo e aprenda ser uma só
Anda comigo e aprenda a amar
Anda comigo sem precisar rimar.
José Borges.
Com tanto tempo de batalha
Meu corpo já não responde por si
Dentro de mim é tanta fraqueza
Nem tenho forças para sorrir
E tanto que eu queria
Chegar antes de ela partir.
Mas o trem atrasou
E não pude fazer nada
Estava cansado de correr
Meu pensamento parou
E nem tinha nada pra se fazer.
Já que o motor pifou
Vou estacionar aqui
Talvez eu seja multado
Mas já estou acostumado
Já sei que não posso ir.
Anda comigo e aprenda a mentir
Anda comigo e aprenda ser você
Anda comigo e aprenda ser única
Anda comigo e aprenda ser uma só
Anda comigo e aprenda a amar
Anda comigo sem precisar rimar.
José Borges.
Os homens que desconhecem a vida.
Acreditar que sabemos o porquê de tantas perguntas é deitar-se sobre espinhos envenenados. A sabedoria não é certa e nem é errada para podermos julgar o quanto outro alguém sabe, sabemos pouco sobre como saber.
O conhecimento não acontece por acaso ele tem seu devido tempo, mas não podemos esperar que ele nos encontre, temos que nos encontrar primeiro.
Entender como podemos andar apenas com o nosso querer é entender a mesma coisa de como ficamos sentados. As coisas são mais claras para quem não quer ver. Por isso espero que me entender antes que me entendam.
Acreditar nas promessas de um homem é a mesma tolice de acreditar nas conversas das mulheres. Até a humildade ainda não conheceu o coração dos homens, apenas os homens desconhecem a vida.
Quando pensamos em viver, pensamos em morte como fim. Por isso pense na vida como se você estivesse prestes a perdê-la. Tenha medo e não acredite nos outros, acredite no que você sabe e no que ainda deseja saber.
José Borges.O
O conhecimento não acontece por acaso ele tem seu devido tempo, mas não podemos esperar que ele nos encontre, temos que nos encontrar primeiro.
Entender como podemos andar apenas com o nosso querer é entender a mesma coisa de como ficamos sentados. As coisas são mais claras para quem não quer ver. Por isso espero que me entender antes que me entendam.
Acreditar nas promessas de um homem é a mesma tolice de acreditar nas conversas das mulheres. Até a humildade ainda não conheceu o coração dos homens, apenas os homens desconhecem a vida.
Quando pensamos em viver, pensamos em morte como fim. Por isso pense na vida como se você estivesse prestes a perdê-la. Tenha medo e não acredite nos outros, acredite no que você sabe e no que ainda deseja saber.
José Borges.O
Dois passeios.
Se o escuro de convidar para um passeio
Caminhe com cuidado, mas sem medo
Use botas claras, use aquele vestido amarelo
Não ponha óculos escuros eles vão te cegar
Não coloque suas jóias porque vão lhe roubar
Ande na linha, siga o traçado ou vão lhe prender
Ignore os gritos vindos das prisões
Eles podem lhe deixar louca
Podem até acordarem aquelas velhas paixões.
Se a luz de convidar para um passeio
Vá de pés descalços, assim sentira onde pisa
Cuide bem dos cabelos, você pode ir à praia
E o vento com certeza estará por lá
Use um tecido leve para não sentir calor
Se preferir vá sem nada, faça amor
Faça o que quiser, sem medo, por favor.
José Borges.
Caminhe com cuidado, mas sem medo
Use botas claras, use aquele vestido amarelo
Não ponha óculos escuros eles vão te cegar
Não coloque suas jóias porque vão lhe roubar
Ande na linha, siga o traçado ou vão lhe prender
Ignore os gritos vindos das prisões
Eles podem lhe deixar louca
Podem até acordarem aquelas velhas paixões.
Se a luz de convidar para um passeio
Vá de pés descalços, assim sentira onde pisa
Cuide bem dos cabelos, você pode ir à praia
E o vento com certeza estará por lá
Use um tecido leve para não sentir calor
Se preferir vá sem nada, faça amor
Faça o que quiser, sem medo, por favor.
José Borges.
Discurso do Sopro.
Pode ser que a chuva demore a passar
E que eu me canse antes mesmo de suar
E que o amanhã chegue tão rápido
Mas tão rápido que eu não consiga acompanhar.
Pode tudo ser tão claro
Que eu não possa ver
Pode ainda o silêncio me tomar
Sem antes eu entender.
Talvez eu nem precise entender
Nem ao menos duvidar
A certeza é que não existe certeza
A chuva expõe minha maior fraqueza
O medo de pensar
O medo de dormir
De acordar
De partir
Ficar
Fugir.
Eis aqui amigos
Os versos já escritos
Mas nunca lidos
Nem vistos
Apenas escritos.
Alguns amigos ficaram pra trás
E outros pagaram o preço por andar demais
Mas nunca souberam a verdade
Nunca conviveram em paz.
Nem Drummond nem Vinícius
Nem Clarice, nem Meirelles
Nem o Rei Luiz, nem Patativa
Nem um deles soube parar
Foram mestres em tudo o que fizeram
Foram reis que sempre irão reinar.
Meus versos são diversos
Alguns próximos dos próximos deles
Distantes em forma e razão
Mas tanto faz a poesia não precisa ter razão
Ela nasce por acaso, mas vive por amor
Um poeta sempre tem um grande amor
Que faça chuva ou faça sol
Um poeta sabe usar a dor.
Quem foram os grandes poetas?
E quem serão os grandes poetas?
Todo poeta é igual
Nem um é maior nem menor
Se eles escrevem a poesia
A poesia os escreve também
Antigamente os sábios eram loucos
E hoje são sombras de ninguém.
Eis amigos o esconderijo
Procure logo um abrigo
Por enquanto tem sol
Mas logo vem a chuva
E a visão vai ficar turva
Venha amigo, olhe a curva
Leia a placa, venha.
José Borges.
E que eu me canse antes mesmo de suar
E que o amanhã chegue tão rápido
Mas tão rápido que eu não consiga acompanhar.
Pode tudo ser tão claro
Que eu não possa ver
Pode ainda o silêncio me tomar
Sem antes eu entender.
Talvez eu nem precise entender
Nem ao menos duvidar
A certeza é que não existe certeza
A chuva expõe minha maior fraqueza
O medo de pensar
O medo de dormir
De acordar
De partir
Ficar
Fugir.
Eis aqui amigos
Os versos já escritos
Mas nunca lidos
Nem vistos
Apenas escritos.
Alguns amigos ficaram pra trás
E outros pagaram o preço por andar demais
Mas nunca souberam a verdade
Nunca conviveram em paz.
Nem Drummond nem Vinícius
Nem Clarice, nem Meirelles
Nem o Rei Luiz, nem Patativa
Nem um deles soube parar
Foram mestres em tudo o que fizeram
Foram reis que sempre irão reinar.
Meus versos são diversos
Alguns próximos dos próximos deles
Distantes em forma e razão
Mas tanto faz a poesia não precisa ter razão
Ela nasce por acaso, mas vive por amor
Um poeta sempre tem um grande amor
Que faça chuva ou faça sol
Um poeta sabe usar a dor.
Quem foram os grandes poetas?
E quem serão os grandes poetas?
Todo poeta é igual
Nem um é maior nem menor
Se eles escrevem a poesia
A poesia os escreve também
Antigamente os sábios eram loucos
E hoje são sombras de ninguém.
Eis amigos o esconderijo
Procure logo um abrigo
Por enquanto tem sol
Mas logo vem a chuva
E a visão vai ficar turva
Venha amigo, olhe a curva
Leia a placa, venha.
José Borges.
Desencontro.
Saiba meu bem que um dia eu pensei em desistir
Mas teu olhar era tão chamativo que me seduziu
Decidi ficar e esperar o que ainda podia vir
Sentei-me num canto com meu livro em silêncio
Passaram dias e a chuva sem pedir licença caiu
Encharcou-me por completo e me fez diminuir
Fiquei tão reduzido que tudo agora era mínimo
Até minha esperança diminuiu até sumir
Pensei que não tivesse nada pior
E numa de minhas andadas precisei mentir
Mas era preciso uma mentira pra me salvar
Porém isto foi engano, pois não sei fingir
Vi que a mentira era algo maléfico
Era um pecado que eu não podia me redimir
Fiz promessas atoas imaginando amar
O amor quando chega já tem hora pra partir.
José Borges.
Mas teu olhar era tão chamativo que me seduziu
Decidi ficar e esperar o que ainda podia vir
Sentei-me num canto com meu livro em silêncio
Passaram dias e a chuva sem pedir licença caiu
Encharcou-me por completo e me fez diminuir
Fiquei tão reduzido que tudo agora era mínimo
Até minha esperança diminuiu até sumir
Pensei que não tivesse nada pior
E numa de minhas andadas precisei mentir
Mas era preciso uma mentira pra me salvar
Porém isto foi engano, pois não sei fingir
Vi que a mentira era algo maléfico
Era um pecado que eu não podia me redimir
Fiz promessas atoas imaginando amar
O amor quando chega já tem hora pra partir.
José Borges.
Breve Reflexo de Despedida.
Eu sinto que não sei sentir o que muitas pessoas dizem que sentem, me vejo tão fechado para o que o mundo me oferece, sou como um frágil ser recuado com medo de descobrir mistérios, medo de me descobrir. Sou tão incerto como o vento, não me sinto, mas existo e nem me vejo, mas sei que estou aqui e mesmo assim não faço nada a meu favor apenas me calo quando preciso falar, e falo quando deveria escutar.
Procurei respostas nas perguntas e obtive silêncio, tentei ao máximo encontrar um lugar para que eu pudesse descansar, pois meu corpo precisa de repouso, mas minha alma não se ilude com o que meu exterior ver, por dentro é tão frio, tão suave, tão violento que me provoco medo. Minha vontade de atingir meus limites se limita, não me sequem nem conseguem ser como sou de verdade, eu não me emito e nem tenho pseudo-s, apareço para a vida como sou para mim.
Nos segundos finais de uma canção o mestre ergue os braços e num momento a orquestra se prepara, e logo se silencia, o som se cala. Sou como a música que ecoa no tempo, sou o canto do vento que me cerca, sou a reação da criança ao ver um doce, sou simples demais para querer ser difícil, e nem tenho segredos que não possam ser ouvidos, mas não por mim, espero que saibam fazer isso pela minha pessoa um dia, por que sou tão continuo como o instante.
José Borges.
Procurei respostas nas perguntas e obtive silêncio, tentei ao máximo encontrar um lugar para que eu pudesse descansar, pois meu corpo precisa de repouso, mas minha alma não se ilude com o que meu exterior ver, por dentro é tão frio, tão suave, tão violento que me provoco medo. Minha vontade de atingir meus limites se limita, não me sequem nem conseguem ser como sou de verdade, eu não me emito e nem tenho pseudo-s, apareço para a vida como sou para mim.
Nos segundos finais de uma canção o mestre ergue os braços e num momento a orquestra se prepara, e logo se silencia, o som se cala. Sou como a música que ecoa no tempo, sou o canto do vento que me cerca, sou a reação da criança ao ver um doce, sou simples demais para querer ser difícil, e nem tenho segredos que não possam ser ouvidos, mas não por mim, espero que saibam fazer isso pela minha pessoa um dia, por que sou tão continuo como o instante.
José Borges.
Apenas você.
Fala como se não tivesse mais tempo
Como se fosse tuas ultimas palavras
Ou tuas ultimas lágrimas, memórias
Fale como se eu estivesse partindo
Como se o céu estivesse prestes a cair
Ou como se você apenas quisesse fugir.
Amanhã acho que não passará de passado
E você onde estará quando isso acontecer?
Talvez você ainda não saiba o que quer
Eu também sei pouco o que busco
Será que estamos perdidos aqui?
Talvez nem o tempo saiba pra onde ir.
Fale apenas o que pode ser preciso
Como se as palavras fossem jóias raras
Jóias perfeitas não podem ser desperdiçadas
Palavras bonitas não precisam de tempo
Elas permanecem nas linhas da vida
Figuras cravadas na alma, ferida.
José Borges.
Como se fosse tuas ultimas palavras
Ou tuas ultimas lágrimas, memórias
Fale como se eu estivesse partindo
Como se o céu estivesse prestes a cair
Ou como se você apenas quisesse fugir.
Amanhã acho que não passará de passado
E você onde estará quando isso acontecer?
Talvez você ainda não saiba o que quer
Eu também sei pouco o que busco
Será que estamos perdidos aqui?
Talvez nem o tempo saiba pra onde ir.
Fale apenas o que pode ser preciso
Como se as palavras fossem jóias raras
Jóias perfeitas não podem ser desperdiçadas
Palavras bonitas não precisam de tempo
Elas permanecem nas linhas da vida
Figuras cravadas na alma, ferida.
José Borges.
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