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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Aquela rua me mostrou...



Estava andando pela rua num dia comum,
Triste, sugado, caminhava de cabeça baixa.
Logo senti um vento que me tocava
E de uma maneira quase espírita
Senti que era alguém que passou
Fechei os olhos na esperança de não ver
E não vi. Era apenas o vento.

Continuei andando, já um pouco pensativo,
Não tinha medo, mas sabia que não era normal.
E quando passei por uma rua, notei que não tinha casas,
Apressei meus passos com certo sufoco
Mas aquela rua era quase infinita
Longa, deserta, sem cor e vazia.
Tinha um ar sombrio
Um estilo fantasmagórico.

Quando vi, já estava chegando noutra rua,
E pouco a pouco a ventania diminuía.
Quando andei alguns passos parei
Virei e vi que havia nascido vida
A rua já não era rua, era jardim,
E Isso me mostra que a vida está sempre viva
Mesmo achando que ela chega ao fim.


José Borges.
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terça-feira, 20 de abril de 2010

Minha infância morreu adulta.



É, hoje sinto saudades daquele quintal,
Sinto vontade de voltar a ser criança
Correr, brincar, chorar sem motivos,
Se machucar, cair e levantar.
Eram tão doces minhas loucuras
Tão passageiras minhas dúvidas,
E tudo ficou por lá
Embaixo de algum caco de vidro
Ou enterrado no pé da cerca
Minha infância morreu adulta
E eu nem pude fazer uma despedida.

Lembro-me que eu era pequeno
Nem me importava com identidade
Que tolo. Eu era criança, que feliz.
Que doce era minha esperança
Que assim como meus sonhos se desfez
Restando-me o dever de juntar os cacos
Os reuni todos num saco, e foi pro lixo,
E de lixo é meu presente
E de sombras é meu passado
E de restos é meu futuro.

Que nojo me dá quando acordo
Olho pela janela, e não estou onde nasci,
Cercado de robôs piratas
Inserido num sistema falido
Convivendo com marionetes
E me refletindo no trágico espelho que vi
Sinto que meu quintal está mudado
Pestes humanas se espalharam.
E a vida passa arrastada, leve e sombria,
E a morte fica ali, esperando o seu dia.


José Borges.
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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Antiga alegria.

Outrora foi o tédio que rachou os nervos
E explodiu a face da sombra que surgia,
Outrora foi o vento que afastou o medo
E tornou possível o sonho que se seguia,
Outrora foi a chuva que desfez os castelos
E derrubou o silêncio que pela luz nascia,
Outrora foi o sangue que escorreu pela rua
E fez de rio a pequena valeta que tinha,
Outrora foi a calma que sacudiu a rede
E de triste se encontrava a alegria,
Outrora foi o mundo de cabeça pra baixo
E eu ali, mesmo que sozinho, sorria.


José Borges.
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sábado, 17 de abril de 2010

Bem disfarçado.

Pra quê ficar pensando bobagens
A vida foi feita pra se viver
Não podemos deixar que qualquer besteira
Possa nos enfraquecer
Temos que sempre olhar pra frente
Muito além do que não se pode ver.

Se o limite nos parece perto
É porque o mundo não nos suportou
Nem os mares nem os céus
Até agora não sei pra onde vou
E se o mundo um dia acabar
Pode bater na porta, não estou.

Pra que pensar em grana
Sexo, drogas e amor,
Se um dia tudo morre
Até mesmo um sonhador,
Pra que voar alto e longe
Se carrega no peito uma dor?

Melhor não pensar em detalhes
Eles podem acabar por complicar,
Deixe de lado os planos políticos
Não vai sobrar ninguém pra se governar
Imagine que o ferro o corta
E mesmo assim você não pode sangrar.

Pra que andar bem disfarçado
Se sua alma todos podem ver
Hoje não adianta somente os óculos
Precisa-se de um vidro fumê
Corra pra longe de tudo e de todos
Só não esquece de você.


José Borges.
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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Carta poética.



Escrevo em nome de minha loucura
Para dizer o que nunca disse antes,
Pois esse mal nunca terá cura
Nem ao menos passará num estante
Escrevo para os oceanos
Que fiz enquanto sonhava
Escrevo também para ti lua
Que quase sempre me acompanhava.

Escrevo em nome da tristeza
Por que ela não mais existe,
Hoje só resta um tipo de fraqueza
E é aquela que ninguém conhece
Pois os caminhos são incertos
E a razão não é suficiente.
Escrevo para os anjos
Que me guardam nesse momento
E peço perdão a Deus
Por eu não ter um bom pensamento.

Escrevo para os meus amigos
Como se já quisesse me despedir,
E escrevo para os meus inimigos
Como se eu nunca fosse partir,
Logo todos não me interessam
Nem chegam a me satisfazer
Porque eu escrevo é para as estrelas
Que estão longe, e mal não podem fazer,
São puras e ingênuas como crianças
Figuras de álbuns coloridos
Bússolas, amuletos perdidos,
Coisas simples, difíceis de entender.

Escrevo essa carta para os vermes
Porque um dia eu farei parte deles,
Ao vento eu escrevo dizendo saudades
E aos Santos escrevo em forma de prece
Pois não tive fé para minhas dificuldades
Nem tive como reagir diante a queda.
Escrevo ao universo pedindo esmolas
Uma migalha de consolação
Escrevo aos planetas pedindo abrigo
Escrevo ao nada, ao coração.

Escrevo para as trevas
Que muitas vezes me serviam de guia,
Porque hoje não preciso de feras
Sou meu escudo e minha alegria,
Assim escrevo para a luz
Em função de quem sabe encontra-la
E deitar ao lado dela, ao calor,
Passar horas como se não quisesse nada
Sabendo que ali eu não sentiria dor.

Escrevo ao desespero e digo que sossegue
Porque amanhã tudo volta ao normal,
Escrevo ao medo e digo que demore
Porque quero aproveitar esse vazio
Sei que isso é ruim, não faz mal.

Já foi silêncio, grito, agonia,
Loucura, vergonha, temor,
Fui segredo, coragem, alegria,
Já fui profeta, poeta e sonhador,
Hoje sou apenas um passageiro
Nesse velho trem a vapor.


José Borges.
,

Uma flor ferida.




Dança flor do campo,
Balança tuas pétalas,
Encanta os namorados
Com tuas cores singelas.

Exala teu perfume
E exalto o teu poder
Dança para os visionários
E para os que não podem ver.

E esconde teus espinhos
Pra ninguém se ferir,
Pois aquele que hoje foi
Um dia há de vir.

Dança e canta flor ferida
E não se importe com a dor,
A vida sempre será difícil
Tão difícil quando o amor.


José Borges.
,

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Nessa imensidão.

Falo sério, brinco e então me perco
Atrás de linhas tortas e palavras vagas
Tentando fugir desse cerco
Seguindo mapas de migalhas.

Acordo cedo e volto a dormir
Esperando de novo voltar a sonhar
Pra que minha mente volte a sorrir
E minha alma volte a voar
Assim não tenho medo de cair
Tenho medo de acordar.

Ando a toa, e isso é o que me resta
Passos curtos, sem direção
Esperando chegar a algum lugar
Algum lugar nessa imensidão.


Juan Patrick.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

O amanhecer.




Nasce o dia, e o frio se vai.
Desce a neblina das montanhas
E embranquecem o horizonte
E chega o sol, e a lua cai.

Nasce um soluço tímido
Dentro de cada raio de sol
E enquanto isso os pássaros
Cantam na minha janela
E eu levanto e sinto;
Que o dia nasceu agora
E que o tempo passa,
E que agente rir,
E que agente chora.

Nasce o dia, e a flor faz festa,
E nascem os risos.
E morre a noite
E tudo resta.

Nasce em mim um novo
Um já velho novo sonho
E cresce como as estrelas
E se torna infinito, tudo,
Faz de mim pescador
De almas e de átomos
Faz de tudo que vi
Se tornar o que somos.

Nasce o dia, e me vem silencioso,
E acorda-me e abraça-me.
Agora te encontrar é fácil
Tão fácil que rápido some.



José Borges.
,

terça-feira, 13 de abril de 2010

Simples sentimento

Mesmo se a chuva cair e meu rosto encharcar
Mesmo se uma lágrima fluir e a minha dor derramar
Serei apenas um sentimento
Ou uma dor ao relendo
Temendo pra sempre vagar.

Mesmo que o vento sopre
Sem barulho e sem alarde
E derrube essas linhas vagas
Tentarei fluir como palavras
Antes que a poesia se acabe.

Tentarei seguir a ultima onda
Antes que todo esse mar seque
Que mesmo no ultimo suspiro me sonda
Sempre esperando que eu peque.

Agora sou a chuva, sou a lagrima e o vento
Caio sobre o mar e o encho de lamento
Transbordando toda sua dor
Em um simples sentimento.



Juan Patrick.

Viajantes.



Bem, sei que as folhas estão secas,
E que a calçada está cheia delas
E que as árvores estão nuas,
Bem, elas estão mudando.

Olha como tudo está mudando,
Até as cores do arco-íris
Bem, hoje a noite passou voando,
Olha. Quem sabe o que pode chegar?

Agora, os viajantes vão chegar,
E com certeza trazem seus planos
Alguns deles vão nos salvar,
Bem, hoje a noite vai arder.

Sei, nosso amor vai arder,
Vai virar chama e depois cinzas
E ai, o que você vai fazer?
Bem, eu esperava mais de você.


José Borges.
,

Viver

De que adianta?
Seguir teorias que nunca vão se revelar
De que adianta, se todas nos transformam no que somos hoje
E por mais que queiram isso nunca vai mudar.

De que adianta viver numa casa
Pois sempre acaba sendo esta, nossa própria prisão
‘’fora das grades’’ já não conseguimos viver
E disso tudo nos resta à solidão.

Juan Patrick.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

A música dos ventos.


Hoje eu quero que meus amigos não notem minha dor
Quero que meus pais não liguem para minhas trabalhadas
E que meus pés suportem minha longa caminhada
Por que busco um outro caminho.
Hoje eu quero que minhas mãos não se cansem
Por que sei que serão muitas linhas escritas
Hoje espero que a poesia não me deixe
E que o silêncio fique quieto ao meu lado
Hoje eu quero que a noite quase não cheque
Só assim terei mais tempo pra me ver.
Hoje espero que meu suor seja doce
E que minha loucura seja a mais forte
Mas também espero que algum dia ela passe
Hoje eu quero que os pássaros voem comigo
Quero ir pra longe, pr’eu chorar
E nem ver que meus olhos estão feridos
Assim como minha alma que esta despedaçada
Hoje eu quero voar alto, e soltar gritos.
Eu quero que hoje seja especial
Um simples dia ou até mesmo sem nada.
Hoje eu quero ser estrela.
Quero ser a música dos ventos.
Hoje eu quero tudo o que me foi prometido
Hoje eu quero ver os fins dos tempos,
Hoje eu quero que meus amigos estejam comigo
E que meus pais me abracem pela última vez
Porque sem estes, eu serei apenas pó.
Eu serei o pó, que do pó me fez.



José Borges.
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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Ao meu amigo poeta.

És forte o poeta que escreve
porque ultrapassa sua dor como navalha
e se lança sem medo ao abismo
e se joga pelos cantos, se espalha.

És grande o seu desejo de encontrar
um amor de verdade num outro ser
que mesmo ferido tantas vezes
não deixou que isso pudesse lhe enfraquecer.

És homem feroz este poeta cansado
porque abdicou de tudo o que lhe foi dado
e se dedicou somente a sua jornada
procurando um outro poeta apaixonado.

És puro aquele senhor de muitas linhas
que foi sempre poeta e sonhador
e que deixou segredos a descobrirem
mas que nunca encontrou seu verdadeiro amor.


José Borges.

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terça-feira, 6 de abril de 2010

Queridas ondas.



Se não fosse às ondas que arrastam essas mágoas
Nem sei que seria de mim e de minhas paixões
Pois é o mar quem me renova somente em vê-lo
E me concede um sentimento diferente das ilusões.

Se não fosse aquele céu azul que vejo pela manhã
Minhas manhãs seriam mortas e entristecidas
Meus dias seriam séculos passados a limpo
E entre tantas histórias renasceriam feridas.

Se eu não estivesse tão cansado e triste
Eu até me entregaria ao mundo que me cerca
Mas não vou arriscar meu orgulho e caminho
Vou me cuidar, antes que eu também me perca.

Se não fosse aquele mar grandioso
Eu me sentiria tão pequeno, mas não menos importante,
Se não bastassem aquelas mágoas
O mar levou muitas outras coisas importantes.

Se eu tivesse ficado um pouco mais quieto
Talvez nem precisasse agora chorar
Mas Já que as ondas vão e voltam
Quem sabe um dia eu possa me encontrar.


José Borges.
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domingo, 4 de abril de 2010

As sombras da visão.

Deixa eu te acompanhar nessa noite
Por um passeio entre nosso passado
Deixa eu te falar o que sempre quis
E você verá que eu não estava errado
Deixa nossa conversar sair livre
Assim veremos até onde eu posso chegar
Deixa nossa tristeza de lado
Pra quem sabe podermos sonhar
Deixa tudo que não for preciso
E vamos ligeiramente se emocionar
Deixa essa intuição ir embora
Não precisamos nos precipitar
Deixa que tudo aconteça de improviso
Assim não haveremos de se contrariar
Deixa os pensamentos de lado
E vamos curtir um pouco da ilusão
Deixa seus olhos fechados
E veja as sombras da visão
Deixa de ficar perdendo tempo
Com coisas difíceis de entender
Deixa o vento soprando lento
Os ventos que vêem até você
Deixa meu silêncio servir de grito
Pois não tenha forças pra sussurrar
Deixa nossas fantasias morrerem
Antes que agente possa acordar
Deixa essa historia que só verdade
É quem poderá nos salvar
Deixa que um a serenidade
Irá te acompanhar como eu fiz
Deixa que um dia toda essa formalidade
Não passara de passatempo
Deixa que logo essa insanidade
Vai lhe curar a dor por dentro
Deixa que o final dessa aventura
Vai nos causar amadurecimento.


José Borges.
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sexta-feira, 2 de abril de 2010

Os verdadeiros.



Os verdadeiros sorrisos
São raios de luz ofuscantes
Os verdadeiros abraços
São daqueles sufocantes
Os verdadeiros desejos
São fantasias fascinantes.

Os verdadeiros amores
São aqueles alucinantes
Os verdadeiros versos
São meios de iniciantes
Os verdadeiros segredos
São os mais relevantes
Os verdadeiros amigos
São hoje os mais distantes.


José Borges.

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quinta-feira, 1 de abril de 2010

Dentro de mim.

Nunca senti uma dor tão forte
Como essa dentro de mim
É uma dor viva e rasante
Que parece não ter fim
Não pensei que a verdade
Doesse tanto assim.

Nunca tive tanto medo
Como esse dentro de mim
É um medo que me cala
Nunca sentir algo assim
Acho que não serei o mesmo
Quando isso tudo tiver fim.


José Borges.
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terça-feira, 30 de março de 2010

Ribeirão do tempo.

Nunca ouve tanta guerra
Nem tão pouca essa preocupação
Parece que é mais uma tragédia
Provocada pela falta de compaixão.

Os cristãos estão sendo crucificados
Como se fosse haver uma purificação
E os vulcões estão sendo esvaziados
Para darem lugar a um novo ribeirão.

Nunca ouve tanta fadiga
Desgosto, ou aflição,
Hoje os pássaros voaram
Cegos, sem direção.

Agora estão por ai dizendo
Que tudo isso é modernização
Até mudaram os códigos da vida
Só para terem o mundo nas mãos.

Onde Deus e Satanás tiverem escola
Pra homem algum não faltará o pão
O problema está no preço a ser pago
Que muitas vezes é a alma de outro irmão.


José Borges.
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Varal.

Tantas histórias de um amor perdido
E em cada conversa algo novo
Como tudo de novo que me aparece
É algo meigo, sério, duvidoso.

Agora sim posso entender
Que os sonhos que sonhei
E as fantasias que inventei
Não serviram de nada pra você.

São 3 horas de manhã
E onde está nosso amor?
Talvez esteja sendo vendido
A qualquer preço, ou até sem valor.

Ainda não sei como fui tão ingênuo
Em pensar que tudo era real
Juro que tive esperanças
Que não fosse outro amor fatal.

Mágicas pra esquecer
Um passado vivo a todo minuto
Varal pra estender
Um rosto alegre e enxuto.

Tantas fantasias que morreram
Por causa de um amor a dois
Tantas histórias que não seguiram
A tradição do feijão com arroz
Tantas conversas que me faltaram
Com a promessa de ficar pra depois.
Mais final do inicio sempre existe a mais...


José Borges.

domingo, 28 de março de 2010

Quando estou contigo.

Venha e sente-se aqui comigo
Vamos olhar quem passa
E vamos ter aquele papo de amigo
Quem sabe é disso que preciso
Pois me sinto seguro quando estou contigo.

Só por hoje vamos celebrar nossa alegria
E vamos regar risadas com lágrimas
Não existe mais razão pra tanta agonia
Por que tudo que me ocorre se torna poesia
E toda poesia que nasce, nasce do dia.

Só por hoje venha comigo
E eu serei teu santuário, teu abrigo.
E tu serás minha semente
Regada pelo meu amor
Amordaçada pela minha palavra
E desconhecida pela dor.


José Borges.


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Decisões.

Algumas vezes precisamos tomar decisões, e isso acaba sendo bastante difícil. Decidir o que realmente queremos pode até parecer fácil, mas não é. Quem dera que fosse.
Acreditar em nossas ações, e acreditar que elas serão satisfatórias no futuro é muito complicado quando não temos certeza do que queremos fazer e principalmente quando não estamos preparados para tomar quaisquer decisões. O imprevisível sempre ocorre no momento mais oportuno.

Uma decisão é como um simples passo o é problema que ela tanto poder ser algo positivo, como um passo para frente, ou negativa como um passo para trás. Uma queda nesse caso seria o mesmo que não tomar decisão alguma.

Um ser humano normal acreditaria que tudo pode ser visto como realmente nos aparenta, um homem dedicado acredita sempre que possa existir algo mais.



José Borges.

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terça-feira, 23 de março de 2010

Como se fosse eterno.

Deixe-me ir
Preciso seguir meu caminho
E lhes peço para não me seguir
É tão bom descobrir algo novo
Por isso quero ficar sozinho.

Nem preciso de muito tempo
Apenas de um segundo
Mas desde que seja o último
Eu o farei como se fosse eterno.

Vem, vem comigo vem,
Mas vou logo avisando
Eu não choro por ninguém
Vem, vamos até o fim,
Na procura de algo certo
Ou quem sabe em busca de mim.


José Borges.

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sábado, 20 de março de 2010

Esperando palavras.

Algumas pessoas são mais fáceis de amar
Nossa mãe, nosso pai, nossos irmãos
Pra eles é fácil dizer eu te amo
Pra eles é fácil dar as mãos.

Algumas pessoas aprendemos a amar com o tempo
Quando o convívio se torna muito antigo
Pra essas pessoas também se diz eu te amo
Mais o amamos como nosso amigo.

Mais há pessoas que descobrimos o verdadeiro amor
Com elas vêm os sonhos e a felicidade
Com elas esquecemos a dor
Pessoas a quem amamos de verdade.

Pra essas pessoas também se diz eu te amo
Muitas vezes precipitadamente
Pois ao passar do tempo
Esse amor some de repente
Assim transforma-se o coração
Em um escravo inocente.

Se essas palavras vierem um dia
Espero ainda estar aqui para escutar
E se elas vierem que sejam verdadeiras
Para que possa ter valido a pena esperar.



Juan Patrick.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Sem Fazer Milagres.



Eu já fui cinema
Agora sou livro
Já fui caneta
Hoje sou borracha
Já contei histórias
Hoje mal escuto.

Já entreguei segredos
E escondi bobagens
Já fui sincero
Já mudei paisagens
Hoje sou agonia
Sou a saudade
Eu era criança
Que não tinha idade.

Eu já brinquei de errar
Já viajei pelo espaço
Fui até além do mar
E hoje só tenho cansaço
Já dormi acordado
E hoje estou cego
Já fui herói
E hoje isso me dói.

Eu fui um deus
Sem seguidores
Sem fazer milagres
Eu já andei sobre as águas
Já corri muitas léguas
Já ressuscitei lendas
Mas não pude deixar de morrer
Hoje sou apenas uma estrela
Num infinito longe de você.



José Borges.

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sexta-feira, 12 de março de 2010

Amor Perfeito .



Será que é certo fazer planos
E ficar imaginando histórias?
Será que é bom acreditar nos sonhos
E esperar que o tempo resolva?

Será preciso ter desejos proibidos
Ou o certo é ser livre da verdade?
Ao que parece nada é conveniente
Mas todo pedaço tem sua metade.

Escrever histórias de amor perfeito
É obrigação pra quem não é amado
Acreditar nos sonhos da vida
Pode ser um pouco complicado.

A beleza pode ser bela
Mas é extremamente fugaz
Um amor pode ser tudo
Mas quem ama, sempre quer mais.

E se amanhã os sonhos se desfazerem
A verdade pode ir junto ao silêncio
E os segredos serão algemados ao medo
Mas o amor estará nas mãos de um beijo.

E para os amantes vale tudo
Um copo de champanhe ou um olhar
Um céu estrelado ou um quarto fechado
O importante no amor é apenas amar...


José Borges.

terça-feira, 9 de março de 2010

Mundo infantil.



Gira mundo infantil
Distorce a ilusão em lágrimas
Motiva os boêmios da noite
Pois todos querem algo pra falar.

Gira em torno das estrelas
Mas não as subestime
Nem queira ser tão coerente
Pois tudo pode mudar.

Gira moinho de vento
E em cada movimento
Trás um pouco da razão
Mostre-me a verdade sem erro
Ou tudo isso não terá solução.


José Borges.

domingo, 7 de março de 2010

Pequeno verso.

Pra se fazer verso não se precisa de muito
Apenas de um pouco de tempo
Pra fazer um verso é simples
Basta rimar chuva com vento
Ou deslizar as palavras pelas bordas
E assim ir seguindo o pensamento.

Pra se fazer versos é preciso fé
Mas não acredite no comum
As rimas são ondas ferozes
Que muitas vezes,
Não nos leva em lugar nenhum.

Pra se fazer verso é assim
Agente pouco começa
E ele já rima com o fim.



José Borges.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Pedaços de Vida.


Vai para longe tempestade
Tenha piedade de meus espelhos,
Não se aproxima da minha janela
Pois tua força poderá quebrá-los
E se isso acontecer tudo estará perdido
Inclusive o teu reflexo mesmo que denso.

Espero que a viagem seja simples
E que a noite não seja tão árdua
Vai forte vento que destrói o silencio
Desbrave as trilhas do tempo
E perdoe a todos que lhe opuserem
E não quebre os teus espelhos.

Vai para longe de mim tempestade
Tenho medo que você me quebre
Pois, mesmo não sendo espelho de vidro,
Também reflito aquilo que vejo.

E se por ventura eu venha a quebrar
Que seja por motivo desconhecido.
E que sobrem pequenos pedaços de mim
Pois quero continuar refletido em cada espaço
Pois assim nem a sombra do abismo
Nem a dor do futuro me será surpresa
E eu farei parte do vento
E serei tempestade
E serei tudo, serei metade...


José Borges.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Ironia.

Porque tudo caiu de uma vez?
Porque tudo de uma vez?

Porque tenho que fingir um sorriso, para disfarçar como realmente estou?
Porque me sinto sozinho mesmo estando sempre acompanhado
Porque tenho que esperar uma pessoa que nunca me esperou?
Porque tudo esta assim? Porque tudo mudou?

Como posso viver assim
Minha casa esta em guerra, minha vida esta vazia
Cansado de esperar
Cansado de tanta agonia
Pois de nada adianta amar
Se esse amor é uma ironia.

Agora acordo esperando mais brigas
Acordo e desejo dormir de novo, ou viver de olhos fechados
Pra que o medo não chegue, pra não ver meus olhos no espelho
Assim não lembro o que fiz, não lembro os meus pecados.

Mesmo assim vou viver
Ainda assim vou chorar
Mesmo sem paciência
Vou paciente esperar
Pra quem sabe um dia
Meu amor possa me amar.



Juan Patrick.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Desejo Sagrado.

Sexo falado
Desejado, acochado
Sexo paixão, infantil ou não,
Desejo sagrado, pecado da carne,
Salvação da alma serena
Pequena história,
Sexo razão.

Amor fechado
Estranho sussurro,
Ciúmes do vento
Que suspira ao ouvido
Que suspira a todo instante.

Amor sem sexo,
Sexo sem amor
Pecado da alma
Salvação de pecador
Aflição e coragem
Alegria e dor.

Paixão de medo.
Alma sem cor.
Desejo sem encontro
Agora já é partida
Olho e não vejo ardor.

Coisa que agente não sabe
Coisa que agente gosta
Coisa que agente precisa
Coisa que agente come
Coisa que agente perde
Isso tudo agente sempre esconde...

Por quê?



José Borges.