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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Cântico de Louvor.

Louvem a vida! As aves voam
E os tempos passam.
Gritem alto! Precisamos ouvir
Os mundos mudaram
Não adianta fingir.

Faça uma prece. Peça o que quiser
Mas por favor, não me peça
Pra eu te abandonar.
Acho que não posso
Não sei como parar.

Medo! É isso que preciso
Preciso ter medo de sua saudade.
Luz! Não sei por que ainda vejo isso.
E assim também sinto vontade
Vontades loucas que não posso
Poder que não me cabe.

Louvem! O fim chegou
Você se foi.
E o tempo
O tempo passou,
Ainda passa,
Nunca pára,
Anda em círculos.
Não se apaga.
Tudo mudou.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Vontade de escrever.

Tem dias que eu não consigo dormir
Fico pensando, me perdendo por ai
Mendigando um gesto que me faça sorrir
Tem dias que acho que nem estou aqui.

Sinto falta de mim
Sinto falta de você
E essa falta não tem fim
O que posso fazer?

Tem noites, que fico abrindo e fechando a geladeira
Depois fico sentando na cama pensando besteiras
E logo vêm na minha mente muitas doideiras
Conversas irónicas, conversas rasteiras.

Tem dias que não consigo escrever
E é nesses dias que sinto vontade de morrer
Sinto a morte me tentando a fazer
Um poema de amor, antes dela nascer
O amor mata a morte e deixa a vida viver.

Outros braços.

Se antes agente brigava demais
Agora somos fogo que não arde mais
Você era minha morena eu era o teu rapaz
Agora sinto a falta que seu olhar me faz.

Já fiz de tudo pra tentar te esquecer
Mas lembro com facilidade só em te ver
Lembro de coisas simples sobre você
Mas hoje sei que você não soube me entender.

Brincou demais comigo
Fingiu que me amava
Agora eu pago o meu castigo
Na sua vida eu já não mais nada.

Vai, tenta buscar em outros braços
Os abraços que só eu te dava
Tenta dizer palavras em silêncio
Em silêncio era como agente ficava.

Não sou o cara certo
Nem o cara errado
Sou o cara que ama
E que só foi enganado.

Esses dias.

Tenho tantas lembranças mortas
Tantos pensamentos esquecidos
Tenho muitos caminhos e portas
Tantos abismos e rios sem sentidos.

Queria que hoje, a noite não estivesse tão fria
Queria sair pra algum lugar, me esconder
Queria tanto lhe encontrar, sem me perder
Mas o tempo chegou logo, e eu não sabia
Não sei pra onde ir, nem quando vim
Nem sei o que mais posso fazer
Acho melhor tentar esquecer.

Tenho tentado tantas coisas esses dias
Mas nada me parece da certo
Já sonhei acordado em tantas noites vazias
Que nem sei o que é errado.

Juro que tentei parar de escrever
Mas as palavras não me deixam
O silêncio está comigo, mas não posso ver
Meus olhos estão cansados
E fico tantas vezes me perguntando por quê.

Minto quando não te olho
Meu olhar sem teu rosto é vazio
Você mente quando diz que te engano
Eu sinto por você meu amor
O que você por mim nunca sentiu.


José Borges

domingo, 20 de setembro de 2009

O corpo que vaga.

Um dia eu vi uma alma vagando pelo mundo
Vi de longe, era uma alma velha e cansada
Eu quis chegar perto, mas ela continuou andando
E bem rápido, de uma maneira inesperada
Vi que ali bem perto outra alma vinha passando.

Logo percebi que estava sozinho entre duas almas
Só meu corpo, solido e real existia entre o sobrenatural
Estava com medo, aquilo não era normal
Eu tinha que fugir, mas não conseguia
Eu precisava ver o final.

Entre as duas almas meu corpo existia
Entre o mundo o universo meu corpo vagava
Entre os sonhos e a noite meu riso sumia
Entre o amor e o ódio minha vida escapava.

De repente, as almas se foram
Deixaram-me apenas na companhia da solidão
E os dias vieram
Levando-me para mais uma ilusão.


José Borges.

sábado, 19 de setembro de 2009

Os dias.

Amanhã tudo estará mudado
Talvez eu não esteja aqui pra ver
Mas o tempo nunca chega atrasado
Nem horas ele precisa ter
O tempo é quem ensina
É quem nos deixa viver.

Hoje eu não creio em nada
Nem adianta tentar enxergar
Meus olhos a muito se perderam
E não sei onde eles podem estar
Por isso vou pelos recantos
Com cuidado pra não me machucar.

Ontem eu vi uma luz
Passei por longe.
Ontem carreguei minha cruz
Pensei que nunca fosse fazer
Assim ando sem entender
Quem somos e o que podemos ser?


José Borges.

Teatro de nuvens.

Olho para o céu e vejo aves a voar
Vejo que é um vôo suave, leve
É um vôo calmo e rápido, breve
Um movimento que não posso acompanhar.

Que belos são os pássaros
Voando sem nem um entendimento
Sem nem um descontentamento
Apenas voam por voar
Não amam
Não sabem amar.

E nessa rotina de olhar pra alto
Passo dias, horas, minutos, segundos
Conto estrelas, sonhos, e pensamentos
E logo chega a tarde
E lembro-me dos momentos
E sinto saudade
De um sentimento.

Escureceu. Já é noite.
Os pássaros decidiram parar
Eles não enxergam na escuridão
Esperaram o outro dia chegar
Já eu, fico vendo estrelas
Fico olhando a imensidão
Vendo como sou tão pouco
E como tudo é ilusão.

A noite, o céu, o dia a vida
Agente precisa apenas entender
Que agente nasce pra sorrir e sofrer
Agente nasce, pra viver e morrer.

O céu existe pra servir de palco
Cenário de acrobacias.
Mas qualquer passo em falso
Pode se tornar em noites fazias.

Olho. Não existe mais os vôos
As aves caíram, os homens sumiram
Os tempos mudaram, o vento parou
A vida anda morta só porque amou.



José Borges.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Sem sentir nada.

Hoje estamos distantes a mais de dias
Longe de tudo aquilo que agente pensou
Perto do fim de mais noites fazias
Nas cinzas no corpo de quem se queimou.

Hoje a nossa vida já tem nada haver com agente
Você se perdeu nos seus sonhos
Eu quis me entender, mas naturalmente
O tempo passou e ficaram apenas os planos.

Hoje o sol estava lindo de manhã
Mas acordei tarde, não pude ver.
Não adianta ter uma mente sã
Ela logo vai se corromper.

Hoje tudo foge de minhas mãos
E no fundo tudo não passa de nada
E agente vai à busca de dias em vãos
Perdendo tempo escondido em uma madrugada.

Hoje é muito mais do que um simples hoje
Hoje eu acordei e tentei entender alguma coisa
Não entendi nada, to onde qualquer um se esconde
Não vejo nada, to cego a beira de pular da ponte
Hoje tudo acaba sem sentindo, sem sentir nada
Amanhã quem sabe seja diferente
Espero que entenda tudo o que não entendo
Compreenda o que não compreendo
Assim eu não serei mais demente
Alucinado pelas tuas palavras
Perdido na tua mente.


José Borges.

Se você quiser partir.

O nosso amor é raro
É forte igual o cristal
Mas o preço dele e caro
Agente sofre sem fazer mal.

O nosso amor e fogo
Que queima, arde, mas agente gosta.
Agente sabe que isso é um perigo
Se entregar a quem não se importa.

O nosso amor dar inveja
Outras pessoas querem nos tomar
Por isso que faço festa
Quando você jura me amar.

Te amo e não quero acordar
Esse sonho é um belo dia
Que a noite não vai incomodar.

A tarde já faz assombro
Diz que você pode fugir
Mas eu lhe carrega no ombro
Suporta o peso se você quiser partir.

A tarde que antes era minha amiga
Agora me engana e me machuca.
A dor de quando me lembro da partida
Deixa minha razão bastante maluca.

E o nosso amor é assim
Forte, triste, mas nunca ruim
O teu perfume me enlouquece
Não consigo tirar você de mim.

De longe eu vejo o horizonte
Com portas abertas
Mostrando-me o futuro
Ensinando-me a lidar com as controvérsias.

O nosso amor pra sempre viverá
Sei que a tempos ele se foi de você
Talvez demore a me largar
Mas em algum lugar do tempo ele vai viver
Talvez perdido em alguma outra galáxia
Sei que esse amor vai existir
Sei que nos dois em outros mundos
Talvez possam fazer o que não fizemos
Talvez eles possam dizer; te amo, sem precisar partir.


José Borges.

Melhor eu acordar.

Finalmente nossa conversa aconteceu
Foi em pouco tempo, mas agente se esclareceu
Tive que falar o que não queria
E você não me entendeu
Disse que eu tava louco sem noção
Disse que era melhor agente mudar
Você não entende que isso é mais que paixão
É algo tão verdadeiro que não existe comparação
Você me disse que era melhor eu acordar
Mas passe o tempo que passar
Já disse e digo, não vou lhe deixar
Posso até ta sendo estúpido, arrogante, coisa assim
Mas não preciso mentir, quero ver chegar esse fim.

Vamos ver até quando você vai se disfarçar
Veja, o mundo é um moinho, vai triturar teus sonhos
Ouça o som baixinho, tem outro querendo meu lugar
Faça tudo que puder, faça sonhos, faça planos
E espere que tudo melhore para você atravessar
A ponte é algo arriscado pra quem não sabe nadar
O mundo é um labirinto e não se pode escapar
Agente finge dos inúmeros enganos
Fingindo não se enganar.

Nossa conversa foi de repente
Não mais do que de repente
Tudo que agente quis viver
Aconteceu, sim anoiteceu
Você e eu, a mar e céu.

E nessa distancia eu tento te ver
Tento chegar perto pra dizer
Amo você, não sei como fazer
Quero te ter
Mas não posso viver.

Nossas brigas foram muitas
Mas agora vive o silêncio
Nossas conversas são poucas
É sempre assim depois de um final
Onde você escolhe outro caminho
Eu num pesadelo fatal
Buscando e tentando encontrar o destino
De uma verdadeira história real.



José Borges.

Faz de conta.

Olha só o que vem pela frente
É o tempo mudando de repente
É algo mudando dentro da gente
Olha só, o que ainda vem pela frente.

Muita guerra, pouca paz
E agente ali no meio
Brincando de faz de conta
Vendo o que mal que agente faz
Mudando de lado o rosto
Ficando sempre com o pé atrás
Sem coragem de ver a verdade
Sem ter hora de pensar um pouco mais.

Os sindicatos não dão liberdade
A agente não quer saber da verdade
Vai pra qualquer lugar de sacanagem
Agente só quer saber de corrupção.
(Enquanto alguém mendiga por um pão)

Corromper é nosso lema
Nossa honra, nossa bandeira
Somos políticos com cara de santo
Ouvindo e falando um monte de besteira.

Não tentem me questionar
Eu sou a lei e posso te aprisionar
Eu sou o rei, posso te matar
(enquanto morro sem parar)
Eu sou o tudo, e não tente me negar.

Escombros.

Estou num espaço afastado da lei que me sustenta
Diante dos últimos reis da antiga dinastia da razão
Ouvindo o motivo da raiva de tudo que me alimenta
Num passo a cada segundo em busca da perfeição
Num copo vermelho por dentro de tanta ilusão
Na lógica de quem a cada dia me inventa.

Não a como não ter ódio de tudo que vejo
Se o que vejo não serve para o que desejo.

Não me pergunte de nada, nada pode acontecer
O tempo que passou agora volta com planos
Planos que faço pensando em como viver
E vou viajando por entre os desenganos
Ao lado de olhares e risos, todos insanos
Tentando inventar alguma coisa que possa acontecer.

Ando sem rumo, perdido como uma nuvem
Num céu de lágrimas e sussurros que me sobrevoa
Ouvindo o que não diz nada sobre o que se tem
Sentindo o frio que parece ser de uma garoa
Olhando o avião que por outro céu voa
Sentindo-me na eternidade de não ter ninguém.

Deixei que meu mundo desabasse sobre mim
Por que é sempre preciso se chegar a qualquer fim.


José Borges.

Em segundos.

Minha doce, nada mole vida.
O que sou comparado a eternidade?
Sou um momento apenas.
O que faço se me resta a saudade?
Eu me lembro dos momentos.
Os segundos de amizade
Os eternos abraços.

Doce e amargurada vida
Não tenho nada para lhe dar
A não ser o que sou.
Minha amiga.
O que sou?

Sinceramente não sou nada
Ou sou tanto que não sou capaz de entender.
Encontrei atalhos nessa caminhada
Ignorei todos, prefiro ter o gosto de viver.

Prefiro não ser o que me dizem
Quero ser o que não sou.
O que sou?
Talvez, um louco, um cego, um mudo, um surdo
Sou um tudo.
Meio quase perto do fim.

Sou o raio de luz que entra pela janela
Sou a porta para a alegria
Sou o que vejo, que ironia.
Quem será aquela?
Aquela que passa e não me ver
Aquela que não sabe viver.

Os dias são tristes
As noites, frias.
E eu no meio de tanto tolice
Desfazendo minhas agonias.
Encantado com o que sou
Vendo o que passou.

Andei por tantos cantos da terra
Que pra terra serei mais um pó
Fui descendo os montes e serras
Andando quase sempre só.

Não nego minhas visões
Alucinações. Canções.
Admiro a morte.
Admiro muito mais a vida
Que é quem me deixa viver.

Me encontro e me perco
Mas nunca paro.
Entre nos dois existem duas vidas
Todas duas perdidas.


José Borges.

Em busca de almas...

A vida me fez entender, ou melhor, o tempo é quem faz as coisas por aqui.
O tempo me ensinou que a vida nem sempre deve ser levada tanto a sério
O melhor mesmo é brincar, curtir os momentos e entender que só importa senti.
Senti como os momentos são importantes, são precisos para nosso mistério.
O mistério da vida, do viver, os mistérios dos sonhos que me fazem sorrir.
Os sorrisos que me deixam alegre, mas apenas é uma alegria interna sem critério
Ser crítico me faz ser estúpido para os tolos, ser tolo pra mim é uma estupidez.


Celebro meu dia em uma taça com medo e raiva, encanto minha morte com doces e flores
Não nego os enganos que me fazem de outrora
Não entendo os entendidos como pensam que não entendem a si mesmo.

Não a regras nas palavras, as palavras nos regem, somos parasitas em busca de almas.
Somos sombras velhas e cansadas, calmas.
Sou o que me ergo e me mostro.
Não mostro nada, apenas me vêem por acaso.
Por acaso eu quis escrever, quis rimar
Quis viver, quis amar
Não me amaram.
Que tolo.
Amei...

Assim os tempos vão, e os tempos vêm, e sempre estarei aqui ou certo ou errado não vou partir
O melhor do tudo é sempre o final
Quando agente entende que esperou o tempo todo por nada. Isso é mortal.
Quando agente acha que quer, e não quer mais saber de nada
O nada entra em nossa vida, mexe com o nosso tudo
Rouba o nosso pouco, sacrifica o nosso nada.

A vida me diz que a vontade de ser fiel é maior do que a de ser infiel
Eu digo que a vida não sabe como andar sem sua cadeira de rodas. O tempo.
Com o tempo tudo é possível.
Porém. O impossível nunca acontece.
Se algo é algo, tempo é tempo, vida é vida
Tudo é tudo, sentimento e sentimento, partida é partida.

Adeus meu Deus de momentos tristes, perdoai quem não soube lhe ter em momentos bons
Amei os vossos filhos e malditos
Que amam os versos. Odeiam os sons.
Meu Deus de mentira não minta quando fores à hora de partir,
Eu quero uma viagem, e quero saiba pra onde posso ir...

José Borges.

As pedras não amam.

Quando a verdade chegar
O tempo não passará
As horas irão demorar
A saudade viverá
As sombras vão passar.

Quando o frio bater
Teu corpo desejará o meu
E não terei nada a fazer
O tempo já me esqueceu
Você se perdeu
O que resta esquecer?

Quando a chuva tocar a terra
As flores nascerão.
E o teatro se encerra
Quando não houver multidão.

Quando o calor te ferir
Eu não quero me sujar
Quero ficar longe daqui
Quando a terra parar de girar
Ou quando a pedra sentir
Que ela não pode amar.

Quando o quando não existir
Eu estarei na hora e no certo lugar
Quando o tempo curar o que vi
Meus olhos não poderão mais enxergar.


José Borges.

Dia Irracional

Meus sonhos estão cada vez mais reais
Retratam cada vez mais a realidade
Nada mudará esse sonho
Nada me trará tranqüilidade

Já nem sei se realizar sonhos e bom
Já nem sei o que e bom
Estou me contentando com qualquer coisa
Acho que esse e o meu don

Já que imagino tanta coisa
Porque não consigo imaginar um dia normal
Sem as duvidas sem os sonhos
Um dia irracional

Sei que estou sendo egoísta
Sei que nem tudo e possível
Mais qualquer simples palavra fortaleceria
Um sentimento tão cessível

Esses dias estão sendo difíceis
Porque estou percebendo nos mínimos detalhes
Que o destino me reserva
O que já arrasou milhares.

Juan Patrick.

Viagem Lunar.

Quem sabe um gole
Quem sabe um olhar
De uma bebida fatal
De uma viagem lunar.

A volta dos sonhos
Esta num simples cochilo
Mais a volta da vida
Esta num passado não muito tranqüilo.

Agora me responda
De que horas vai acabar o mundo?
Quero não lembrar-me de nada
Quero ser apenas um simples vagabundo.

Venha do meu lado e mais seguro.
Prometo te mostrar muitas coisas
Entre elas esta o medo
Que te tira todas as forças.

A verdade a ver navios
A mentira acorrentada no teu olhar
Minta sempre que possível
Minta sempre que errar.

A cada ano um ponto branco
A cada lagrima uma lembrança
Muito perto do abstrato
Mais ainda preso a essa cobrança

Quem sabe o prazer
Quem sabe a dor
Mais nada disso existiria
Se não existisse o amor.


Juan Patrick.

Menino Sonhador.

Como um menino sonhador
Vivo essa vida incerta
Com ilusões na cabeça
Com a mente muito liberta.

Vivo a cada dia
Sonho pra esquecer o futuro
Mais certo de que um dia ele chega
Somente disso estou seguro.

Pensei ter aprendido
Pensei ter me decepcionado
Mais porque eu não aprendo?
Porque ainda escolho o caminho errado?

Esse caminho
Não e nada alem de um sentimento.
Mais tudo se transforma
Transforma-se a tudo cada momento.

Porisso o sol fica parado
Á sempre quem gire em torno dele
Em torno de min giram muitas coisas
Gira tudo sem controle.

Diga-me que estou errado
Antes que eu arrisque tudo
Diga-me que anda estou parado
Juro que continuarei mudo.


Juan Patrick.

O Destino

Esse destino que imagino
Não tem nada de concreto
Muito alem do meu querer
Nem querendo ele ficaria certo.

Se as portas se abrirem pra você
Como já se abriram pra mim
Muitos sonhos acabariam
Muitos chegariam ao fim.

Um futuro promissor
Brilhante pra quem vê
Eu queria só ficar junto
Ficar Junto de você.

A distancia e um medo
Que sempre tentei superar
Ainda que contra muitas vontades
Eu decidi ficar.

Mais será que você rejeitaria
Uma vida longe da nossa
Continuo sem saber
Continuo sem resposta.

Disso tudo se encarrega o destino
Pra isso tudo existe a dor
Nossa vontade e a mesma
Só não é o mesmo amor.

Eu não êxito em dizer
Quero estar sempre junto a ti
Sei que você também quer
Mais sei que não exitaria em partir.


Juan Patrick.

No Papel

A cada dia que volto pra casa
Imagino por quanto mais irei trilhar esse caminho
Sei que esse caminho é cheio de rosas
Mais também sei que em toda rosa tem espinho

A cada dia que passa
Passo horas a pensar
O que passa na sua cabeça?
Ou o que será que ainda vai passar?

Mais tudo que ate aqui sei
E que muito tempo se passou
Só não me pergunte quanto tempo
Pois meu tempo me congelou

Eu to sempre procurando
Pistas em palavras vazias
Quem sabe um dia eu entenda
O que significavam tantas fantasias

Temo o passar do tempo
Temo a sombra daquele olhar
Que assombra minhas lembranças
E que teima em voltar

Prometo ir ate o fim
Juro ao destino ser fiel
Conversando comigo mesmo
E desabafando num papel.

Juan Patrick.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Mulher Vitoriosa (secy)

Ainda lembro-me da minha primeira reação
A vida nos uniu de alguma maneira
Nem sabia eu que ali nascia
Uma amizade pra vida inteira.

Uma mulher vitoriosa
Uma mãe exemplar
Que sabe se manter firme
Mesmo se a vida não ajudar.

Tua amizade é como uma jóia
Alem de rara é linda e valiosa
Uma jóia difícil de se achar
Nessa vida tão mentirosa.

Tuas palavras confortam
Teus conselhos trazem segurança.
Pra sempre te levarei
Gravada na minha lembrança.

Sempre pronta pra ouvir
Sempre disposta a ajudar
Tenho orgulho em ser teu amigo
Tenho orgulho de perto de ti poder estar.

Nem o tempo, nem destino
Vão ser capazes de destruir
Essa linda amizade
Que o tempo se encarregou de construir.

Juan Patrick.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Minha decepção.

Amor e odeio terror ou paixão
Visão ou cegueira, não há conclusão
Medo ou raiva será traição?
Quem me negou pela palavra
Não me nega pela ação
Sou tão forte como pedra
Simples como um não.
Árduo como o fogo
Frio como a ilusão
Agora o que sou?
Pra que lado é a direção?
Não vejo luz nem estrela
Só vejo minha decepção
Não tenho como me mudar
Não existe salvação
O caminho é longo e seco
Não me sobrou um perdão
Por isso o que escrevo
É feito de imaginação
E assim vou caminhando
Para qualquer situação
Buscando novos horizontes
Levando o amor na palma da mão
Pra o dar de esmola para alguém
Que saiba fazer uso com razão
O amor não me faz feliz
O amor é pura enganação
Quem ama mendiga algo
Morre na solidão.

domingo, 30 de agosto de 2009

Ser poeta...

Rápido como a luz
Incerto como a vida
Pesado como a cruz
A entrada é a saída.

Quem o faz sente medo
Sente amor e tudo mais
Por que ser poeta é um pesadelo
Um sonho que me refaz.

Ser poeta e não viver
E encontrar vida nas palavras
Por isso que é difícil fazer
Rima com palavras cruzadas.

A luz não segue o poeta
O poeta prefere a escuridão
A luz é sempre incerta
O poeta exala paixão.

Já se entra e logo sai
Ser poeta é ser um pescador.
Pesco versos e assim vai
Vai e vem só não se vai o amor.

sábado, 29 de agosto de 2009

ME FAZ VIVER...

Uma viagem pela escuridão
Procurando um lugar legal pra ficar
Passando a faca sobre a mão
Sem ter medo de se cortar
Enlouquecendo a razão
Pensando em não acordar.

Ainda que faltasse papel
Mesmo assim as letras se vão
Os pássaros compartilham o céu
Cantam sons em vão
Esperando um destino cruel
Voando lá pro lado do sertão
No tribunal da vida sendo réu
Sobrevoando campos de aniquilação
Sempre amando, um ao outro sendo fiel,
Bebendo água da fonte da paixão.

Viajo por entre capins e matas
Transigindo o amor e a ilusão
Limpando a lama das botas
Que estão sujas desse chão
Olhando os peixes darem cambalhotas
Sentindo o doce da imaginação.

Meus árduos sonos dementes
Deixa-me aqui, me deixem morrer,
Tirem de mim os sonhos decentes
Tira da morte, me faz viver,
Acorda meus sorrisos transparentes
Plantas em mim a vontade de crescer
Quero ver além das vertentes
Até aonde posso me fazer acontecer
Quero me ver por dentro das mentes
De quem nunca se imaginou saber.

É um pouco tarde...

Meu sonho de amor amigo
Um pesadelo imenso
Fujo e procuro um abrigo
Mas sempre me esqueço
Esqueci que existe perigo
Em tudo aquilo que penso
E sem saber de nada eu sigo
Viajando pelo o universo
Visitando galáxias contigo
Conhecendo planetas a senso
Voltando e ter rixa comigo
Virando-me ao inverso.

Agora já é um pouco tarde
O tempo passa e agente fica
Perdidos dentro da saudade
Andando sem rumo na vida
Amargurado nessa ansiedade
Pronto pra mais uma bebida
Só esperando ter a vontade
E entrar nessa sem ter saída
Mergulhar no mar da maldade
Esperar dessa vez a partida
Quem sabe a felicidade
Aqui na hora de despedida.

Havia um vento passando
Fazendo as folhas balançarem
Havia um pássaro cantando
Fazendo os tempos mudarem
Pois paro mais do que ando
Ando mais do que querem
Perco-me sempre pensando
O que sobra quando matarem
O último que vai pairando
O vento que quiserem
Na areia da praia que ando
Só paro quando me calarem.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Coração Apaixonado

Já se passaram alguns messes
desde que tudo começou
com olhares e palavras
um desejo despertou.

Imaginava ser seu namorado
Cada dia ficava mais apaixonado.
Por você meu amor.

A primeira conversa veio
E eu tremia o corpo inteiro
Ao olhar você na minha frente
tão linda e sorridente
Não sabia o que falar
gaguejando e tremendo
buscando palavras pra te conquistar.

Queria que você tivesse
Naquela hora no meu lugar
Pra você ver como e difícil
Um coração apaixonado falar.

Depois veio um tempo
Difícil de aguentar
Ansioso e nervoso
Vendo a hora chegar
Com medo de fazer mal feito
E você por mim não se apaixonar.

O dia chegou de pressa
Quase fui pego de surpresa
De novo procurei palavras
Que sumiram da minha cabeça.

Conversamos um pouco
E decidi tentar
Dar um beijo em você
Pra ansiedade acabar.

Não pensei duas vezes
A paixão era grande
Fechei os olhos e te beijei
Subi ao céu um instante.

Ao beijar sua boca
Senti um frio passar
Por dentro do meu peito
Que começou a chorar
Com tamanha emoção
Senti o peito apertar.

Começou uma história
Uma historia sem fim
Que para sempre levarei
Escrita dentro de mim.

Pensei que era forte
Que nunca ia sentir amor
Mais quando penso em te perder
Meu coração enche de dor.

Se isso não for amor
Eu não sei o que pode ser
Ate ouvindo musica
Eu lembro de você.

Espero que nunca acabe
Nem que paremos de escrevê-la
Essa linda história de amor
Que não sai da minha cabeça.


Minha primeira Poesia.
Juan Patrick.

Sem Cura.

Agora e nossa hora
Vamos sentir essa chuva
Estamos muito alto
Por enquanto não a curva.

Nossos olhos estão fechados
por isso não ligue pra escuridão
Enquanto estivermos sozinhos
Não haverá solidão.

Me entenda se possível
Me perdoe se errado
Só não vire-me as costas
Pois sempre estive ao seu lado.

Veja só as estrelas
Elas não querem nos dizer nada?
Surgiu um novo porto de luz
Quem sabe pra guiar nossa estrada.

Não se assuste quando vierem
Nuvens negras,escondendo as estrelas
Essas nuvens são passageiras
São iguais as primeiras.

Entendo teu silêncio
Por isso entenda minha loucura
Nosso amor será eterno
Como uma doença sem cura.


Juan Patrick.

Nossa caminhada...

Os nossos olhos já não enxergam agente
Por mais que agente se ver
Passa um vento forte e de repente
Já não sei o que lhe dizer
E o olhar hoje fica carente
Procurando vida pra se viver
Enquanto o último chega à frente
Agente faz o que não se pode fazer.

O nosso amor nasceu por acaso
Mas por acaso não deve acabar
Eu vou até os confins do espaço
Se for pra não deixar de te amar
Pode até o céu cair em pedaços
E a terra vira mar
Pode tudo terminar em fracasso
Que sempre vou sonhar.

Antes eu pensava que era real
Mas vejo que foi pensamento cego
Eu sonhava com meu mundo astral
E com calma perto do fim eu chego
Ouço o que dizem sobre o natural
As minhas verdades eu as nego
Só pra ser um pouco mais igual
Desigual ao que enxergo.

Uma carta não resolve nada
Já tentei conversar mais não adiantou
O tempo nos propôs uma charada
E nos tirou o que nos sobrou
Difícil adivinhar nossa caminhada
Sem agente saber por onde andou
Por isso que guardo em mim as pegadas
De tudo que agente pensou.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

É sempre assim...

Um desejo mais que honesto
Desonesto com minha razão
Provocou um grande manifesto
No tribunal da paixão
Destruindo ilusão e todo o resto
Despedaçando meu coração.

Um problema de estado
Numa estação nos meus sonhos
De frente um ser desesperado
Enganando-se com seus planos
Deixando seu tempo abandonado
Nas esquinas dos desenganos.

No espaço entre a raiva e a razão
Sobram lugares para um pensamento
E pensar me lembra a imaginação
Lembra do que quero o afastamento
Razão demais nos leva a alucinação
Loucura me traz contentamento.

Querer falar de amor é sempre assim
Quase não se começa e já chega ao fim
Por isso que amar é um universo
É um inferno pra mim.

Antes do Precipício...

Um Carnaval em meio da noite
Uma noite cheia de monstros e corpos
Um vento que dói feito um açoite
Um verso que fede como lama de porcos.

É isso que agente pensa
Quando não se tem o que pensar
É isso que agente inventa
Quando não se tem o que inventar.

No fim tudo muda
Muda o que não se pode mudar
Muda o que era igual
Igual ao que nunca será.

Horrível de ler
Difícil de entender
Caro pra comprar
Barato de se vender.

Quase sempre eu me nego
Eu nego que não sei
Mas eu queria ser mais um cego
E não ver por onde andei.

Queria te ter do meu lado
Ter você perto de mim
Mais sei que não é permitido
E vai ser sempre assim.

Não posso te amar
Só posso te ver
Mas vou continuar
Vivendo pra não morrer.

Versos imundos e sem lógica
Logicamente me sobra razão
Mas o que sei que me falta
Não se tem uma noção.

Considero-me que não considero nada
Acho que não é preciso
Tudo acaba em plena madrugada
Um vinho antes do precipício.

Um amor não correspondido
Uma alegria que se imagina ter
Uma voz de alguém mal entendido
Esperando o amor acontecer.